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7 características dos grandes líderes

Mais importante do que conhecer as características de grandes líderes da história é saber que estas características podem ser desenvolvidas por qualquer pessoa que deseja alçar voos na carreira e na vida.

Para ser um líder inspirador e admirado pelos colaboradores é preciso conhecer, não só as teorias, mas também se autoconhecer e desenvolver as habilidades necessárias para alcançar o sucesso.

Este é um artigo em que eu trago algumas das histórias que me inspiram até hoje. 

Ou seja, são histórias de líderes com características marcantes que já usei, testei e sei que dão certo.

E, mais ainda, vai conhecer as características mais comuns aos grandes líderes levando para sua própria vida, se assim desejar.

Sendo assim, nas próximas linhas você verá:

  • 5 grandes líderes da história
  • 7 características dos grandes líderes

Vem comigo! Tenho certeza que ao final da leitura você vai se identificar e se aprimorar.

5 grandes líderes da história

Eu sei que você deseja obter sucesso no seu papel de liderança. 

Isso é muito compreensível, pois ver os resultados positivos na sua empresa, ser admirado e seguido pelos colegas, além de cumprir sua missão, tem um gostinho de satisfação inigualável.

Uma das melhores formas de fazer isso é seguindo os passos de grandes líderes da história, observando as características de cada um e trazendo para a sua realidade. 

Nesta lista dos 5 grandes líderes, você irá identificar porque eles fizeram sucesso e são inesquecíveis.

1) Walt Disney

O legado criado por Walt Disney é tão grande e forte que seu parque foi inaugurado depois de sua morte e permanece até hoje como uma das maiores atrações mundiais.

Costumava dizer que os sonhos eram feitos para serem realizados e focava nisso.

Ao trazer para o seu negócio o senso de pertencimento, trazia para os clientes e colaboradores a satisfação de se sentirem dentro do negócio e serem importantes para ele.

Sou suspeita para falar, pois sou fãzona dele.

Leia mais: 7 lições que aprendemos com o filme Walt antes de Mickey

2) Steve Jobs

Na Apple, empresa que é fundador, mostrou a força da cultura organizacional.  

Enfatizou que gostar daquilo que se faz é o primeiro passo para fazer com excelência.

Podemos dizer que Steve Jobs defende que saber por que se faz as coisas é fundamental para chegar a grandes feitos empresariais. Ele trouxe o porquê de se fazer o que se faz para o exterior e todos podemos ver isso.

Para Jobs o segredo do sucesso é amar de verdade o que se faz.

Ele possuía liderança aguçada e com sua criatividade revolucionou a indústria de computadores pessoais e outros segmentos tecnológicos.

3) Mahatma Gandhi

Foi um grande defensor da cultura de paz. Conquistou a independência da Índia, influenciando mais de 350 milhões de pessoas em uma não guerra.

Gandhi tinha clareza de seus ideais de paz, justiça, igualdade e vida natural. A sua revolução na Índia foi pacífica, ele representava a voz do povo e conseguiu mobilizar outros líderes de outros países.

Seus ensinamentos são seguidos por milhares de pessoas em todo o planeta até hoje. 

Ele defendia “O caminho da felicidade”, uma filosofia de não violência como meio da evolução.

4) Nelson Mandela

Nelson Mandela pode ser dito como o maior expoente da luta antirracista do mundo. Seus ensinamentos são lembrados até hoje por promover a cultura não violenta na África do Sul.

O Apartheid, regime de segregação racial da África do Sul, trouxe muito sofrimento aos sul-africanos e Mandela foi um guerreiro na luta pela liberdade e defesa das causas humanitárias.

Depois de passar 27 anos na prisão, ele se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul, colocando um fim definitivo à política racista do Apartheid.

Mandela valorizava as pequenas conquistas do seu povo e com sua forma de liderança ganhou respeito e reconhecimento internacional.

5) Malala Yousafzai

A ativista paquistanesa viveu e chamou a atenção internacional para um grande problema – o de 61 milhões de meninas que não tinham acesso à educação.

Malala levou um tiro na cabeça disparado por talibãs pelo simples fato de insistir em frequentar a escola quando isso foi proibido pelo governo de seu país.

Depois de se recuperar decidiu seguir na luta pelos direitos das meninas estudarem, tornou-se aos 17 anos a mais jovem ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, em 2014.

Sua liderança apresenta-se tão forte que persuadiu os líderes mundiais para que começassem a tomar medidas reais para corrigir a questão das escolas para todas as crianças.

Aqui, temos um breve relato das histórias desses grandes líderes. Todos têm fortes atitudes, imprescindíveis para a liderança inspiradora.

Vamos ver quais são? Abaixo, destacamos 7 delas.

As 7 características dos grandes líderes

Os líderes citados emprestam sua vivência para que grandes líderes atuais desenvolvam o seu melhor.  

Veja que oportunidade maravilhosa! 

Olhar estas histórias e tirar delas as características que levaram estes grandes líderes ao sucesso.

Aqui, mostro para você 7 atributos comuns aos líderes que vimos:

1 – Autoconhecimento

Grandes líderes têm conhecimento sobre as suas emoções, sobre seu potencial e suas limitações. 

Eles usam inteligência emocional que permite serem assertivos e conseguirem seus objetivos de maneira mais eficiente.

2 – Foco no objetivo

Eles possuem a capacidade e a determinação de realizar o que é proposto. 

Seu carisma e técnica envolvem toda a equipe na busca pelo objetivo. Para isso, trabalham com pequenas metas diárias e olham longe para alcançar o que desejam.

3 – Envolvimento das pessoas no sonho

Fortalecem o senso de pertencimento de sua equipe, valorizam a importância de cada um para o sucesso do grupo e da empresa; alimentam de forma verdadeira a autoestima e a motivação de seus liderados.

4 – Autenticidade e honestidade

Grandes líderes sabem o impacto e o valor da honestidade e da autenticidade. Eles expõem seus objetivos e ideais com muita clareza e isso contagia aqueles que os ouvem. 

Seu discurso é dito com coração, mente e alma. E, para seguir uma pessoa, é prazeroso que seja alguém apaixonado.

5 – Olhar sobre o potencial individual

Sabem que cada pessoa tem algo a oferecer e que as pessoas possuem um potencial infinito a ser desenvolvido e aproveitado. 

Por isso, se cercam daquelas que têm talentos e habilidades diferentes. Isto estimula a criatividade, a diversidade e a mudança dentro da empresa.

6 – Possuem níveis altos de paciência e compreensão

Grandes líderes são bons ouvintes. Eles ouvem os seus colaboradores e permitem que estes se expressem em suas opiniões voltadas para os desafios do dia a dia empresarial. 

Eles sabem que ao ouvir a sua equipe receberão ideias para resolver problemas, além de entender a necessidade dos mesmos e poder promover um ambiente de trabalho mais satisfatório.

7 – Proatividade

Grandes líderes são proativos! 

Proativos em fazer escolhas conscientes com base em seus princípios e nos resultados desejados. 

Eles se antecipam a possíveis problemas e consequências, trabalhando para contorná-los.  Por isso, grandes líderes apostam no seu desenvolvimento e estudam sempre.

Eu sei que você possui algumas destas características, pois você é um líder.

Lembre-se de que quando citei os 5 grandes líderes da história foi com o intuito de entregar essas possibilidade de crescimento. 

Desta forma, continue comigo e descubra como desenvolver as suas habilidades.

Como desenvolver suas habilidades de líder?

Tenho que dizer, neste momento, que a característica que você precisa desenvolver em primeiro plano é a da proatividade.

Sim! Porque é a partir dessa habilidade que você vai compreender que necessita se antecipar em seu desenvolvimento para obter sucesso.

A característica da proatividade traz para você a necessidade de estudar e se preparar para atingir todas as outras.

Ou seja, a partir do momento que você compreende a importância do autoconhecimento e a necessidade de treinamento continuado, desenvolve as demais características no processo.

Isso não é lindo? Você só precisa dar o primeiro passo.

Note isso: se você está treinado terá autoconhecimento. Estudou suas emoções e sabe do seu potencial.

Treinado, você aumenta a clareza do objetivo que deseja alcançar. Ele fica sempre ao alcance dos seus olhos, pois o seu foco é evidente.

Desta forma, a sua motivação estará em alta e seus colaboradores serão contagiados por ela. O seu desenvolvimento continuado fará com que esteja sempre atento e apaixonado pelo que faz.

Estudar, treinar, focar no seu desenvolvimento. Isso te dará todas as ferramentas para desenvolver as características mais impressionantes dos líderes excepcionais.

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Antes de ir embora comenta aqui embaixo qual desses líderes você mais admira. Ou aquele que você mais gosta e não foi listado aqui.

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O que é coaching? Tudo que você precisa saber sobre o assunto

Saiba que é comum se perguntar sobre o que é coaching nos dias de hoje. Este processo realmente ajuda no desenvolvimento do líder? De fato, traz consigo benefícios para a vida pessoal? 

Isso porque o termo está tão em uso que beira à banalização. No entanto, enquanto alguns chamam de modismo e rejeitam o processo antes de conhecê-lo melhor, outros procuram aproveitar as possibilidades que ele oferece.

Hoje você irá conhecer do que trata este processo. E eu vou ajudar nessa missão.

Sou da opinião que devemos formar nosso ponto de vista depois de conhecer o assunto. 

Desta forma, temos as possibilidades de ação claras, algum embasamento para fazer escolhas sobre o tema e principalmente, construir a nossa própria opinião sem ficar no “achismo” e a mercê da visão que os outros têm.

Por isso escrevi este artigo. A ideia aqui é esclarecer o que é coaching, quais são as diferenças que existem entre coaching pessoal e profissional e que forma um processo de coaching ajuda no desenvolvimento do líder. 

E, para além disso, o que um líder pode fazer para iniciar um processo de coaching assertivo que favoreça resultados reais.

Dito isto, veja o que você vai saber neste artigo:

  • O que é Coaching?
  • Diferenças entre Coaching Pessoal e Coaching Profissional;
  • Vantagens do processo de Coaching para o Líder;

Então vem comigo e foque na leitura, depois tire suas próprias conclusões.

O que é Coaching?

É justo iniciar dando o significado literal ao termo. Claro, também é necessário mostrar a expressão conceitual inteira, pois ela é complexa e merece ser entendida.

A palavra Coaching vem do inglês e significa treinamento que, por sua vez, deriva de Coach, que significa treinador.

Desta forma, fica claro que um processo de Coaching vai lhe deixar apto para o que se propõe, seja uma boa liderança ou alcançar altos níveis de desempenho na sua vida pessoal.

Ou seja, você será treinado.

Eu concordo muitíssimo com o conceito geral de Coaching. Este é um processo para desenvolver um conjunto de competências e habilidades que podem ser aprendidas por absolutamente qualquer pessoa para alcançar um objetivo na vida pessoal ou profissional.

Neste processo há a difusão do conhecimento de diversas ciências como a administração, gestão de pessoas, psicologia, neurociência, recursos humanos, planejamento estratégico, entre outras.

Olha que maravilhoso ter estas ciências, trazidas pelo seu Coach, à disposição num processo de Coaching.

Vale lembrar que o trabalho de Coaching é embasado pelo que o cliente define como os objetivos que deseja alcançar, assim as ações desempenhadas são conduzidas para este lugar desejado. O cliente precisa ter claro aonde quer chegar e até nisso, o processo auxilia.

Neste caso é importante perguntar: Do que eu preciso? Um Coaching pessoal ou um Coaching profissional?

Saiba que, independente da escolha, uma alternativa não exclui a outra, pois é comprovado que passar pelo processo traz benefícios para toda a vida da pessoa.

Diferenças entre Coaching Pessoal e Coaching Profissional

Naturalmente a escolha pelo processo de Coaching no âmbito profissional é a mais comum, pois o bom líder deseja alcançar os mais altos índices de resultados para sua empresa.

Ainda assim, o Coaching pessoal também é muito procurado e os motivos são vários. 

Quem não gostaria de se tornar o melhor pai/mãe, o melhor amigo, a versão mais arrojada de si mesmo, ou a melhor pessoa que puder ser no tempo em que viver por aqui? 

Isso faz muito sentido!

Este processo traz uma metodologia que busca promover felicidade e satisfação, reduzir o estresse, melhorar a autoestima e proporcionar evolução constante. 

À vista disso, o autoconhecimento encontrado é que gera inteligência emocional. Isso permite ao coachee superar as crenças limitantes que travam a evolução pessoal e a lidar com problemas e desafios sem comprometer a saúde e a motivação.

Aqui está o ouro que o trabalho de Coaching Pessoal entrega. 

Olha que bacana, encarar os desafios do dia a dia e se manter saudável, sereno, assertivo e feliz.

E o Coaching Profissional?

É um trabalho que promove o autoconhecimento do coachee para que ele consiga aprimorar as suas qualidades, seu potencial e, assim, alcançar seus sonhos e suas metas, obtendo sucesso na carreira.

Aqui o foco está em objetivos e resultados profissionais

Desta forma, o Coaching Profissional vai direcionar a pessoa para as soluções efetivas, alcançando alta performance na sua área e conseguindo resultados extraordinários.

E não é só isso!

O processo acontece com clareza, entendimento, controle de estresse e uma assertividade treinada. 

Agora me diga? Não é uma tentação vivenciar um processo assim? Um processo de Coaching Profissional que vai o transformar em um líder extraordinário?

O processo é super democrático, pois jovens recém-formados, líderes de equipes ou até mesmo profissionais experientes que almejam otimizar seu desempenho, podem fazê-lo. E o resultado é um só: o sucesso na carreira.

Posso dizer que são inúmeras as vantagens de se fazer um processo de Coaching. 

É o tipo de experiência que se vive e jamais é esquecida porque tudo que se aprende pode ser colocado em prática na vida. 

Ou seja, você vai viver diariamente com o seu novo eu.

Vantagens do processo de Coaching para o Líder

Vivenciar um processo de Coaching pode trazer uma série de benefícios.

O líder passa a reconhecer as próprias emoções e também a dos outros. Sua inteligência emocional vai guiá-lo para tomar as melhores decisões no dia a dia profissional.

Sendo assim, com a inteligência emocional afiada, a empatia e a compreensão farão parte da sua liderança e, principalmente, o conhecimento do fato de que não há como controlar a reação dos outros, apenas a sua própria.

Desta forma, o líder terá uma confiança em si mesmo que desconhecia. 

Satisfeito consigo mesmo e com seus comportamentos e capacidades o seu trabalho será mais transformador.

O Coaching ensina que só podemos realizar grandes projetos com muita disciplina. Felizmente, existem técnicas e métodos que ajudam a adquirir a disciplina necessária. No fim, o líder acaba por gostar muito de ser disciplinado, pois vê os resultados.

Depois de se disciplinar, a sua motivação vai estar sempre presente: você primeiro começa a trabalhar e, então, ela surge.

Quando o líder se compromete em seguir o Coaching o resultado aparece.

Olha que grande notícia! Depois de ter sob controle o seu dia a dia e a sua liderança, a saúde melhora, pois diminui consideravelmente os níveis de estresse e ansiedade que existiam.

Leia mais: O que é ser um Líder Coach?

Coaching além do Coaching: que importância tem o processo?

Neste ponto da leitura, você pôde perceber que o processo de Coaching faz a mudança que o líder precisa, se houver dedicação e interesse. 

Ou seja, este é um processo que não acaba em si.

Uma vez que se vivencia a mudança nos padrões mentais e comportamentais, se aprende a ser mais tolerante, a controlar a ansiedade, a ouvir mais, aprender mais rápido, ser mais otimista e gerir melhor o tempo, por exemplo.

São atitudes para além do processo. 

Sendo assim, depois de passar pelo processo profissional o líder aparece repaginado. Agora é um novo Líder! E, MELHOR!

Gostou deste artigo? Você se sente mais conhecedor do assunto?  Comente aqui embaixo.

Complemente a sua leitura assistindo ao vídeo abaixo. Se inscreva no meu Canal do Youtube: Vanusa Cardoso Coaching para ficar por dentro de tudo que rola por lá.

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A Cultura Organizacional e suas discordâncias: saiba mais

Toda empresa guarda em si um conjunto complexo de hábitos, crenças, valores, atitudes, normas e linguagens. Entender que o comportamento dos colaboradores é influenciado pela cultura organizacional traz a necessidade de conhecê-la como parte fundamental para o sucesso da sua empresa.

Aqui estou falando da identidade da empresa

Esse conjunto cultural de que falamos, imprime a marca da organização. É algo que mantém todos os funcionários motivados. Importante, não é mesmo?

Dada a importância que possui, a cultura organizacional não pode ser relegada ao esquecimento, ao contrário, ela deve ser trazida à superfície do dia a dia da empresa.

Por isso, ficam os questionamentos: Você conhece a cultura organizacional da sua empresa? A sua equipe é o retrato da cultura organizacional da mesma? 

Neste artigo, mostrarei o que você precisa saber sobre cultura organizacional. Veja os tópicos que abordados a seguir:

  • O que é cultura organizacional;
  • As vantagens e desvantagens da cultura nas empresas;
  • Discordâncias dentro da cultura organizacional;
  • Como lidar com as discordâncias existentes;

Venha junto nesta leitura e tire suas dúvidas.

O que é Cultura Organizacional

O conceito de cultura organizacional é tudo que envolve a rotina de uma empresa e funciona como diretriz para guiar o comportamento e a mentalidade de seus membros. 

Isso engloba uma série de coisas, tais como: as práticas, os hábitos, os comportamentos, os símbolos, os valores, os princípios, as crenças e muito mais.

Como a cultura é algo abrangente e complexo, a empresa precisa oferecer a direção aos colaboradores a fim de que eles saibam o que seguir para manter a identidade da empresa.

É por isso que não se pode separar a cultura organizacional da liderança, elas andam juntas. 

Desta forma, o líder precisa alinhar o que é aceito dentro da empresa e colocá-lo em prática.

A cultura da empresa possui elementos que devem ser disseminados entre todo o seu pessoal, e isso é escolhido para dar uma visão clara de onde a empresa quer chegar.

Pode-se citar como exemplos o jeito que a empresa mede um bom trabalho; se a empresa é adepta de inovação; se é aberta a ideias; se valoriza o aprendizado. 

Tudo isso passa pela liderança!

O líder é peça fundamental na construção da cultura organizacional, pois o caminho que ela percorre, mesmo sendo criada também pelos colaboradores no dia a dia, passa pelas mãos dele. Diante disso, vê-se que o líder aqui é um modelo, o qual o colaborador irá seguir ou não.  

Você também pode gostar de ler: Liderança na prática: o que você precisa saber para ser um líder de sucesso

As vantagens e desvantagens da cultura nas empresas

Você pode estar se perguntando: Qual a vantagem de eu criar e alimentar a cultura organizacional na minha empresa?

A cultura traz para o seu conhecimento as relações humanas presentes na sua empresa. Mostra o comportamento dos seus funcionários. É daí que se pode traçar os caminhos estratégicos para conduzir as melhores mudanças.

À vista disso, a cultura da empresa é uma referência para os colaboradores e reforçá-la, no que tem de positivo, acaba por guiar a equipe na direção do sucesso.

Uma boa cultura organizacional também retém talentos que alinham seus valores pessoais com os propósitos da empresa.

E desvantagem? Existe?

Sim! Se a cultura da empresa não é clara, acarreta em uma série de dificuldades para a gestão. Já na entrevista de seleção a dificuldade aparece: como contratar alguém se o que se busca é o alinhamento dos valores do candidato à cultura da organização?

Mas o que é mais preocupante é a desmotivação e falta de comprometimento dos colaboradores quando não se tem uma cultura organizacional bem pontuada.

 Discordâncias dentro da Cultura Organizacional

A discordância na cultura organizacional pode aparecer de duas formas. A primeira, como mencionei, é quando esta cultura não tem uma boa definição e os colaboradores, inclusive as lideranças, não sabem como cultivar a identidade da empresa.

Nesse caso, com tanta informação e pouca diretriz, as pessoas se comportam de maneiras variadas no ambiente de trabalho. Até mesmo vivenciam discordâncias umas com as outras e isso não é interessante para a saúde da empresa.

Há também os casos dos colaboradores que não abraçam a cultura organizacional da empresa, seja por motivos pessoais ou porque não “compram” a visão de futuro da mesma.

Esta discordância tem que ser resolvida muito rapidamente.

A outra forma se dá quando o líder não pratica a cultura que prega. De pouco adianta pregar algo que não se vive.

Aqui se trata de uma liderança que conhece a identidade da empresa, mas não a propaga. Este comportamento é extremamente prejudicial à equipe, visto que é percebido por ela e questionado, obviamente. 

Desta forma, reforço o seguinte, os colaboradores podem até caminhar sozinhos por um período, mas eles querem que a direção seja dada por um grande líder.

Como lidar com as discordâncias existentes

É chegado o momento de você saber. Se existem discordâncias sobre a cultura organizacional na sua empresa, você precisa lidar com isso e, com técnica e conhecimento, eliminar tais objeções.

E como fazer? 

Siga estas instruções abaixo para criar um ambiente propício à boa cultura organizacional sem discordâncias.

  • Conduza uma pesquisa que meça a satisfação dos colaboradores e identifique os problemas.
  • Defina os três pilares: Missão, Visão e Valores;
  • Organize eventos para reforçar a cultura da empresa;
  • Capacite os líderes para promoverem os valores da empresa;
  • Deixe claras as diretrizes comportamentais da empresa de forma transparente e acessível;
  • Garanta que todos os colaboradores recém-contratados passem por um processo de onboarding (programa de integração e acolhimento);
  • Invista em programas que despertem a vontade coletiva de trabalhar em prol da organização;
  • Seja um líder que conhece a cultura organizacional da empresa e a prática no cotidiano;

Você acredita que pode criar uma cultura organizacional sem discordâncias na sua empresa? Conte pra mim se as dicas dadas neste artigo podem ajudar.

Você também pode gostar de ler: Discursos malditos e não ditos no poder da comunicação organizacional

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Teoria da Carga Cognitiva: como a mudança de rotina afeta a produtividade

Como você se comporta em meio a uma crise? Você reconhece o que está sentindo? Este assunto é muito pertinente ao momento, pois, infelizmente, estamos no meio de uma crise sanitária. É hora de descobrir o que a Teoria da Carga Cognitiva diz a respeito do assunto.

Toda crise gera mudanças no cotidiano de qualquer pessoa, afetando a rotina e a criatividade. 

E mesmo adotando as medidas físicas para transpor uma crise, é claro que o seu psicológico também sofre as consequências.

Seria possível, ainda que no meio da tempestade, conseguir níveis de produtividade interessantes

A resposta é sim! Mesmo que tenhamos a sensação de estar distraídos, de que nossa concentração tirou férias e de que a única constância existente é a de uma enorme fadiga mental, é possível ser produtivo.

Para isso é preciso compreender a Teoria da Carga Cognitiva e a forma como ela pode ajudar nessa missão

Você deseja caminhar com direcionamento e clareza em meio às crises que aparecem?  

Deseja saber o que é a Teoria da Carga Cognitiva? 

Então, continue comigo neste artigo, pois irei mostrar onde ficam as luzes. 

O que é a Teoria da Carga Cognitiva?

A teoria psicológica, Teoria da Carga Cognitiva, vem do contexto da Educação e foi desenvolvida pelo psicólogo educacional australiano John Sweller

A carga cognitiva está relacionada com a quantidade de informações que a memória de trabalho pode armazenar ao mesmo tempo, afirmando também, que esta memória é limitada.

Ela é limitada, tanto na quantidade de armazenamento quanto na retenção de informações, e aqui temos o problema.

Sendo assim, esta memória operacional tem suas particularidades voltadas para resolver situações. Ou seja, dizem respeito às memórias adquiridas que nos fazem usar o “piloto automático” vez ou outra.

Então, como em meio a uma crise, podemos utilizá-la do melhor jeito?

Devemos conceber que quanto menos você estiver familiarizado com uma tarefa, mais trabalho terá para realizá-la

À vista disso, com todas as novidades que vivenciamos em meio a uma crise, posso dizer com certeza, que estamos a sobrecarregá-la.

E, tendo um excesso de carga cognitiva, passamos mais tempo agindo como novatos nas atividades do que como especialistas.

É uma situação que não há como fugir, principalmente porque se quer manter um alto nível de produtividade, lidar com esta “não rotina” e preservar nossa sanidade mental.

Portanto, siga na leitura deste artigo para entender como a Teoria da Carga Cognitiva influencia na sua vida e quais opções temos para lidar com a sobrecarga. 

Tempos incertos; hábitos incertos

Não é privilégio de ninguém ter um comportamento incerto numa crise. 

Todos podem apresentar hábitos incertos, mas é preciso ser compreensivo consigo mesmo e buscar tirar o melhor aprendizado disso.

Imagine que num cenário rotineiro, você acorda no mesmo horário, faz sua higiene, toma seu café da manhã e cuida do que está habituado a fazer antes de sair para o trabalho. 

De uma hora para outra, você tem tarefas a fazer que não requerem que esteja às 8 da manhã no escritório. Com certeza o horário de acordar irá sofrer alguma mudança.

Ou ainda, é possível ir para o ambiente de trabalho, mas lá não se pode cumprimentar o colega como de costume, os espaços estão demarcados e você, obrigatoriamente, cria novos hábitos para conviver com seus colegas.

Agora, com esta pandemia da Covid-19, instalada por vários meses, já temos clareza sobre alguns novos hábitos, mas os tempos ainda são incertos.

Temos criado hábitos indefinidos que interferem na nossa produtividade, além do externo que nos afeta drasticamente. 

A mudança acontece quase que diariamente e ainda teremos este terreno oscilante por mais algum tempo.

É preciso ter consciência do que se vive numa crise e buscar as alternativas possíveis. Seja para sair dela ou para conviver com ela.

Você também pode gostar de ler: Se adaptar às mudanças gera desconforto? Mas o que é conforto?

Por que a mudança de rotina afeta a produtividade? 

Estar em uma crise, muda a rotina e afeta diretamente a produtividade, pois nos tira do nosso “lugar comum”, tira-nos do que estamos condicionados a fazer. 

O que era feito no piloto automático, e não utilizava espaço na memória de trabalho, passa a ser um evento novo e a roubar o nosso tempo e concentração. 

Um exemplo disso é a ocasião de uma reunião de trabalho. 

Quando se está na empresa, você entra na sala, senta-se e emite sua opinião ou dá a sua contribuição, é um terreno conhecido. 

Em meio a uma crise, a rotina já está abalada, seja nos horários, seja nos locais. 

Usando o exemplo anterior, a mesma reunião que você participaria na empresa, agora pode ser no Home Office e passa a ser necessário organizar inúmeras coisas dentro de casa para que se possa participar daquela reunião. 

A sua mente precisa dar conta de muito mais situações! E, lembre-se, a nossa mente operacional é limitada.

Estas pequenas mudanças podem trazer uma modificação negativa no seu rendimento. Quando estamos nervosos ou com o psicológico mexido, a capacidade da memória operacional é restringida

E isso reduz a produtividade porque aquilo que é conhecido adquire novas nuances e nos toma mais tempo. 

De acordo com a teoria vista, a nossa “carga cognitiva” particular exigida em grande parte do que costumávamos fazer aumentou. Além de que, as interrupções a que somos submetidos na crise se tornaram muito mais presentes. Estes são apenas dois exemplos dos porquês da nossa memória de trabalho ter diminuído.

E como lidar com isso?

 É possível ter mais produtividade mesmo na adversidade 

O cenário de uma crise não é agradável, na discussão acima você percebeu que ficamos mais distraídos, preocupados, ansiosos, e não damos conta de mostrar nosso desempenho adequadamente. 

Em alguns casos, como neste atual, teme-se até pela saúde ou vida. 

E, mesmo assim, na adversidade, podemos ser mais produtivos? 

Sim, podemos! A Teoria da Carga Cognitiva nos diz que nossa memória de trabalho – esta memória de operação que age na resolução de problemas – fica sobrecarregada nas crises. Então, temos que enfrentar as crises para administrar nossa memória a fim de que produzamos bem.

Primeiramente, tem-se que resolver o problema se estiver ao seu alcance. Ou seja, diminuir os sequestradores da atenção e tornar a carga cognitiva mais administrável. 

Para minimizar os efeitos da crise e otimizar a memória de trabalho, siga estas dicas: 

  • Estabeleça as rotinas possíveis, horário de acordar, por exemplo;
  • Esforce-se para controlar o estresse;
  • Tenha metas realistas e realizáveis;
  • Seja duro com as distrações, afaste-as como puder;
  • Procure concentrar a sua atenção em uma coisa de cada vez;
  • Reduza o espaço dos problemas dividindo-os em partes; 

Agora que você sabe de alguns detalhes da Teoria da Carga Cognitiva e seus impactos na sua rotina, você está disposto a investir nas mudanças necessárias para ter uma maior produtividade? 

Coloque as orientações em prática e me conte como foi.

 Leia mais: Síndrome de Burnout: como identificar, como evitar e como tratar?

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Discursos malditos e não ditos no poder da comunicação organizacional

O ser humano é um ser de comunicação! Você já percebeu que a comunicação é o que permeia a nossa evolução como seres humanos? Se pensarmos de forma antropológica, a comunicação foi o que permitiu a humanização. Com a comunicação organizacional não é diferente.

Quando surge a comunicação por gestos a partir do nossos ancestrais já temos o início do nosso “nos tornar humanos”.

Depois surge a linguagem falada e articulada, não como conhecemos hoje, claro! Mas já éramos humanos, propriamente ditos. 

De lá para cá, elevamos à potência máxima nossa habilidade de comunicação. Visto que utilizamos a comunicação nos vários ambientes, de várias formas e com a “pegada” certa para a ocasião. Questão de habilidade.

Nas empresas não poderia ser diferente. E, nelas, podemos usar a comunicação organizacional de forma a promover o ambiente propício para a melhor convivência e também para o alcance dos objetivos a que se propõe a empresa.

Desta forma, neste artigo você saberá como o discurso feito influência na comunicação organizacional, sejam eles discursos mal ditos ou a ausência do discurso- não ditos – que também exerce um grande poder aqui. 

Saberá, também, o que é a comunicação organizacional e as influências que ela tem sobre o seu pessoal.

Está preparado? Que tal observar os vários discursos dentro da empresa na qual você está inserido e poder compreendê-los com clareza? 

E, ainda mais, que tal usar esta clareza para agir melhor?

 O que abrange a comunicação organizacional?

Segundo o site da Endeavor a comunicação organizacional é responsável pela gestão dos relacionamentos com os públicos de uma organização. Tem o grande objetivo de otimizar tais relacionamentos, buscando a sintonia de interesses entre a empresa e estes públicos internos e externos. 

Sendo a comunicação intraorganizacional a que se refere ao público de dentro da empresa e a comunicação extraorganizacional, aquela que se vale das relações fora da empresa, as relações exteriores.

Ambas necessitam ser desenvolvidas como habilidades na empresa para evitar ruídos na comunicação e conflitos que atrapalhem o bom relacionamento interpessoal no ambiente de trabalho e fora dele quando nos referimos à comunicação extraorganizacional.

Visto isso, é certo que precisamos cultivar a habilidade da comunicação. Então, como fazê-lo?

Primeiro precisamos entender o que são os discursos, matéria-prima para a comunicação organizacional

Ter um olhar carinhoso para com eles e entender o que é um discurso mal dito e um discurso não dito, fará uma enorme diferença no seu dia a dia, pois tenha certeza que estes discursos estão presentes nas empresas, quer queiramos ou não.

Leia mais: Comunicação nas empresas: um guia completo e prático

Discursos mal ditos

Em sua literalidade, discurso é a manifestação concreta da língua, é a comunicação oral ou escrita que pressupõe um locutor e um interlocutor. 

Por isso a importância do discurso dentro das organizações, pois nele é colocado para fora o que vai à cabeça, o que se pensa e se propõe fazer nas relações e neste caso, na organização.

Deve-se ter uma atenção especial para os termos referidos neste artigo, ou sejam o discurso mal dito e o discurso não dito, uma vez que eles podem minar o bom relacionamento na sua empresa.

Estes termos foram detalhados no capítulo 6 do livro
Organizações – Um universo de discursos bem-ditos, mal-ditos e não-ditos de Arthur Roman.

Deste podemos entender que os discursos mal ditos são produzidos na clandestinidade, desautorizados, não-oficiais, inconsequentes e, muitas vezes, irresponsáveis. Aparecem normalmente nas chamadas “rádio corredor”, “rádio peão” e “rádio cafezinho”. 

São a piada, as bobagens, as brincadeiras, as “sacanagens”, as fofocas, os boatos e os rumores compartilhados pelos colaboradores no ambiente de trabalho.

Diz-se que estes discursos mal ditos coexistem com os outros discursos em uma organização e que não se pode eliminá-los, pois é inerente ao meio. 

No entanto, pode-se usá-los em favor da comunicação organizacional.

Quer ver? Entenda também o que são os discursos não ditos.

Discursos não ditos

Os discursos não ditos podem ser considerados como um tipo de discurso perigoso à saúde da sua empresa. 

Estes discursos são os mal-ditos impedidos de serem expressos, silenciados por conta de uma censura, explícita ou não. Coisa bem corriqueira em uma organização que preza pelo chefe autoritário, frio.

O grande problema dos discursos não ditos é que o que é voluntariamente calado faz surgir a amargura, o desânimo e a inércia. 

Um colaborador que não pode se expressar, nem mesmo por meio do discurso mal dito, tende a adoecer e trabalhar contra.

Por isso, uma comunicação organizacional planejada e estruturada é ponto crucial para que as relações funcionem dentro da sua empresa, destacando-a.

Como isso tudo influencia na equipe?

Influencia diretamente! E, se não tiver um olhar atento do líder, influenciará negativamente.

Caso nenhuma atitude seja tomada para ordenar a existência dos discursos mal ditos e acabar com os discursos não ditos, claramente teremos um problema de comunicação organizacional dentro da empresa.

Teremos uma comunicação com ruídos, que causa mal-estar e insegurança para os colaboradores. Isto acarreta na promoção de um ambiente hostil que, certamente, refletirá nos resultados buscados pela empresa.

Sendo assim, como atuar sobre os vários discursos e fazer valer a boa comunicação organizacional? 

Primeiro é preciso fazer uso dos discursos bem-ditos.

De acordo com o autor do livro, estes discursos são os institucionais, autorizados, planejados e divulgados pelos canais oficiais formais ou informais da empresa. 

Quando os colaboradores tiverem clareza sobre os objetivos da empresa, haverá ainda o discurso mal dito, a “rádio corredor”, mas este é colocado em xeque pelo fato de a informação ser direta e clara a todo momento. 

E, consequentemente, os discursos não ditos podem ser até eliminados, desde que a empresa tome atitudes para ser ouvinte.

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Atitudes para uma boa comunicação organizacional

  • Pratique o discurso bem dito dentro da sua empresa;
  • Use canais diversos como intranet, e-mail, jornais corporativos, murais para informar fatos, mudanças e informações aos integrantes da organização.
  • Abra um canal para que os discursos não ditos sejam externados e incentivados;
  • Assuma o compromisso de dar retorno às sugestões ou reclamações;
  • Promova a avaliação 360º, nela os profissionais podem ser avaliados por todos que estão ao redor dele;
  • Faça acontecer o diálogo sobre o desempenho profissional entre colaboradores e seus gerentes;
  • Tenha um perfil de gerência de flexibilidade, benevolência e tolerância;
  • Propicie que a interação humana na sua empresa seja agradável;

São muitas atitudes que devem ser tomadas ou aperfeiçoadas. Assim lhe parece?

Calma! Posso afirmar que todas estas atitudes são fundamentais para fazer a melhor comunicação nas organizações.

Você está preparado para sentir a melhora nas relações dentro da organização? Então comece hoje mesmo a exercitar a comunicação organizacional.

 Complemente a sua leitura assistindo ao vídeo abaixo, no meu Canal do Youtube: Vanusa Cardoso Coaching.

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Comunicação nas empresas: um guia completo e prático

Rádio peão, ruídos e conflitos são apenas alguns dos indicadores de que a comunicação nas empresas vai de mal a pior. Dada a relevância deste assunto, resolvi fazer um guia completo trazendo a tona questões relevantes sobre comunicação organizacional.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Project Management Institute, 64% das empresas brasileiras sofrem com problemas na comunicação. Essa realidade pesarosa nem precisa ser pesquisada, pois basta uma visita nas empresas para perceber que as falhas de comunicação estão por toda parte, desde os avisos mais básicos até os objetivos estratégicos mal alinhados.

A boa notícia é que tal realidade pode ser mudada e exponencialmente melhorada por meio de conhecimentos, métodos e engajamento de equipe.

Sabendo dessa condição, preparei um guia completo sobre comunicação nas empresas. Se você deseja saber mais sobre o assunto, bem como descobrir as formas de melhorar a comunicação com a sua equipe, siga com a leitura até o final.

Ao avançar com a leitura você terá plenas condições de avaliar, entender e desenvolver a comunicação dentro da sua empresa ou do ambiente em que trabalha.

Vamos lá?

Comunicação nas empresas: o que é e como acontece

Comunicar-se é uma ação antiga, assim como, são antigos os problemas relacionados a ela. Contudo, essa é uma necessidade básica proveniente de um processo que precisa ser entendido para que aconteça com o sucesso desejado.

Em sua essência, a comunicação envolve a troca de informações entre dois ou mais indivíduos por meio de linguagens, sinais, gestos ou elementos que sejam entendidos pelas partes.

É preciso que exista o entendimento dos elementos que transmitem as mensagens para que o processo de comunicação tenha sucesso, ou seja, que a mensagem chegue no destino de forma clara e objetiva.

Por mais que este seja um processo extremamente primitivo é muito fácil gerar interpretações equivocadas que acabam, muitas vezes, causando problemas sérios dentro das empresas, como desmotivação, brigas, falta de objetividade, improdutividade e entre outros.

Sendo assim, este processo que é comum na sociedade, tem uma forte relevância dentro das organizações. 

A comunicação nas empresas não foge à regra quando se fala em autoconhecimento, inteligência emocional e melhoria contínua.

Leia mais: O líder do futuro faz eco na vida das pessoas

A estrutura da comunicação organizacional

Antes de seguir em frente com o nosso guia completo de comunicação nas empresas, é inevitável entender a estrutura da comunicação organizacional.

Esse entendimento facilita que líderes e liderados compreendam suas responsabilidades, direitos e deveres dentro do processo de comunicação. 

Todo processo de comunicação possui 4 elementos básicos e cada um deles tem papel fundamental no fluxo. Se houver inconsistência em algum desses elementos, possivelmente, haverá falha de comunicação.

Observe abaixo como é a estrutura da comunicação nas empresas:

Perceba que para existir um processo de comunicação é preciso que exista um emissor e um receptor. Além disso, a mensagem será transmitida por meio de um canal de comunicação, do qual falaremos ao longo deste artigo.

Desta forma, compreende-se que esse pode ser um processo cíclico acontecendo constantemente dentro das empresas, a exemplo das reuniões de alinhamento, como pode ser um processo pontual que acontece através da transmissão de um recado via telefone, como na ilustração.

Do mais simples ao mais elaborado, todo processo de comunicação terá suas particularidades e importância, pois uma mensagem mal transmitida é algo que se deve evitar a todo custo.

Tipos de comunicação nas empresas

Já que estamos falando sobre as singularidades do processo de comunicação, vale reforçar que existem diferentes tipos de comunicação nas empresas.

Algumas organizações podem explorar todos eles, enquanto que outras podem utilizar  somente alguns.

Disto isto, vejamos quais são os tipos de comunicação nas empresas:

Comunicação verbal: neste tipo de comunicação o que predomina é a fala. Ou seja, é um processo de envio de mensagem entre emissor e receptor que acontece de forma verbal, expressa por meio de uma conversa.

Comunicação escrita: como o próprio nome deixa claro, a escrita é quem protagoniza esse tipo de comunicação. Neste caso, a comunicação verbal ganha uma roupagem de escrita e por meio dela, enviando uma mensagem que demanda a leitura.

Comunicação não verbal: neste caso não se utiliza a comunicação verbal ou escrita, mas sim um fluxo de mensagem baseado em sinais que podem ser sonoros, visuais ou os dois ao mesmo tempo.

Cada um dos tipos de comunicação que acabamos de conhecer se dá por meio de um canal de comunicação para que a estrutura esteja, finalmente completa.

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Canais de comunicação

Lembra que ao falar sobre a estrutura da comunicação nas empresas, citei o canal como um importante elemento do processo? Talvez este seja um dos pontos altos deste guia, pois a escolha do canal influencia diretamente no sucesso da comunicação.

Conheça alguns dos principais canais de comunicação dentro das empresas:

Reuniões: este é um canal muito comum e conhecido, contudo nem sempre é utilizado em sua magnitude. As reuniões de alinhamento tem um poder singular e podem ser feitas de forma sistematizada para que sejam efetivas e objetivas ao mesmo tempo.

Planilhas: as planilhas também podem ajudar na organização de tarefas, projetos e escalas de trabalho de forma visual e prática. Se você deseja que o time tenha acesso e alimente a planilha simultaneamente poderá utilizar o Google Planilhas, como uma opção interessante.

Aplicativos de mensagens: algumas empresas têm sua própria ferramenta de comunicação assíncrona. Essa necessidade fica ainda mais latente quando se trata de uma equipe remota ou mista (algumas pessoas remotas e outras no escritório). O WhatsApp também pode ser um canal de comunicação se for interessante para a equipe, pois ele é muitíssimo particular.

Ferramentas de gerenciamento de tarefas: assim como os aplicativos de mensagens, algumas empresas adotam ferramentas institucionais de gerenciamentos de tarefas. Se esse não for o seu caso, que tal testar essa organização em conjunto com a sua equipe? Nas ferramentas de gerenciamento de tarefas é possível delegar atividades, acompanhar o andamento das tarefas, bem como fazer anotações marcando os envolvidos.

E-mails: assim como as reuniões de alinhamento o e-mail é um importante canal de comunicação do tipo escrita. Contudo, o uso de e-mail deve ser combinado e direcionado conforme a necessidade da equipe. É muito fácil uma tarefa ou recado cair no limbo dos e-mails se esse canal for não bem gerenciado.

Murais: esse canal de comunicação é extremamente visual e pode ser muito explorado pelos líderes e RHs para fazer comunicados, publicar escalas, avisos e até mesmo, indicadores de gestão à vista.

Relatórios: também do tipo escrita, os relatórios comunicam as mensagens de forma simples e prática, por meio de gráficos, análises estratégicas e condensamento de dados. É muito comum ouvir os líderes pedindo relatórios para entender o andamento dos resultados e se comunicar assertivamente com a equipe.

5 dicas para melhorar a comunicação com a sua equipe

Se você chegou até este ponto da leitura já compreendeu que é indispensável entender o processo e verificar quais tipos/canais de comunicação fazem parte do seu dia a dia, para então melhorar o seu fluxo comunicativo se assim o desejar.

Desta forma, eu não poderia fechar este artigo sem trazer algumas dicas do que pode ser feito para transformar positivamente a comunicação entre líder e liderados. 

Portanto, acompanhe comigo:

Dica 1) Defina os canais de comunicação

É de máxima importância que o líder defina aos canais de comunicação que serão utilizados pela sua equipe. Esse trabalho pode ser feito em conjunto a fim de que se alcance um maior engajamento no uso dos canais. Além de definir os canais é importante pensar o que se espera de cada um deles no que diz respeito a prazo de retorno, teor do conteúdo, responsabilidades e etc.

Dica 2) Cultive uma cultura de escuta

Para que a comunicação aconteça em sua essência é preciso que haja um emissor e um receptor da mensagem, ou seja, fala e escuta. O líder que se dispõe a ser um canal de escuta tanto quanto de fala, terá condições de entender sua equipe, estreitando os laços de profissionalismo e comprometimento. Além disso, poderá aproveitar ao máximo o potencial de todas as pessoas que fazem parte dela.

Dica 3) Tome cuidado com a linguagem corporal

Se você já ouviu falar em linguagem corporal, sabe que o corpo fala tanto quanto as palavras em si. A forma como você se comporta quando está transmitindo uma mensagem tem um poder singular. A posição do corpo, a expressão do rosto e os gestos não podem fugir do radar de um líder que deseja se comunicar bem.

Dica 4) Alinhe objetivos, metas e estratégia

Manter a equipe alinhada é peça chave no quebra-cabeça de um time de sucesso. Se as pessoas não sabem para que direção a empresa está indo, qualquer caminho pode parecer o certo. E não é! Somente com o alinhamento dos objetivos, estratégias e metas, ou seja, o que será feito para chegar onde se deseja, se tem capacidade de conduzir a equipe de forma harmônica rumo aos melhores resultados esperados. Ao fazer esse tipo de alinhamento, o comprometimento das pessoas tende a aumentar.

Dica 5) Dê feedbacks periódicos

Essa dica não poderia ficar de fora, pois eu percebo que muitos líderes esperam que as pessoas saibam o que fazer sem nem mesmo parar para explicar. O óbvio nunca é óbvio e somente por meio de feedbacks estruturados e empáticos, o líder conseguirá ter o melhor que o seu time pode dar.

Se você se interessa pelo tema comunicação, assista essa super Live que eu fiz com a Patrícia Calazans sobre: Comunicação consciente e o impacto nos relacionamentos.

Quem se comunica não se trumbica

Se ao percorrer as empresas eu encontrasse líderes genuinamente preocupados em colocar em prática algumas das dicas acima, certamente teríamos equipes mais motivadas, alinhadas e produtivas.

A comunicação nas empresas pode até ser desafiadora, entretanto existem maneiras simples, confiáveis e seguras de torná-la algo prazeroso e fluido, ainda que seja necessário falar sobre pontos de melhoria, metas e prazos.

Sendo assim, quem se comunica não se trumbica, como já dizia o meu avô.

Você sabia que no Vanusa Cardoso Academy temos um curso super bacana sobre Comunicação Não Violenta? Pois bem, nós temos! Para saber mais clique na imagem abaixo:

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Antes de ir embora comenta aqui embaixo quais são suas principais dificuldades com a comunicação da sua equipe.

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Como aprimorar seu autodesenvolvimento e crescer na carreira?

A partir de qual lente você tem olhado para sua carreira e sua vida? Winston Churchill, político e escritor britânico, afirmava que “O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê oportunidade em cada dificuldade”.

Em qual dessas coisas você tem focado? Nos obstáculos ou nas chances?

Para quem deseja ter sucesso, é fundamental desenvolver uma mentalidade otimista e pronta para lidar com os desafios de maneira construtiva. Afinal de contas, desenvolvimento pessoal e profissional andam lado a lado.

Pensando nisso, apresentamos, a seguir, algumas dicas para você aprimorar seu autodesenvolvimento e ter crescimento na sua carreira. Confira:

Invista em autoconhecimento

“Quanto mais me conheço, mais me curo e me potencializo”. Já diria José Roberto Marques, presidente do IBC. Pare e pense: numa escala de 0 a 10, o quanto você tem investindo em seu autoconhecimento?

Pequenos hábitos, como reservar alguns minutos do dia para refletir sobre as atitudes que teve, podem fazer toda a diferença. Quais ações foram positivas e convergem com seu propósito? E quais não?

Outra sugestão é pedir o feedback de pessoas em quem confia. Pergunte a elas qual a opinião a respeito da sua conduta.

Mais uma dica: invista em processos de psicoterapia, coaching, reiki ou
massagem relaxante, meditação, essenciais para que mente, corpo e psiquê se mantenham saudáveis.

Também busque ferramentas científicas que ajudem você a ter mais clareza sobre seu potencial como exemplo o Extended DISC.

 

Saiba administrar o tempo

Para potencializar seu tempo é fundamental ser seletivo nas tarefas que realiza ao longo do dia.

Também é importante se apropriar de uma ferramenta simples e poderosa: a agenda. Por meio dela você se tornará mais organizado e eficiente.

No entanto, atenção: para tal, é fundamental utilizá-la SEMPRE, tanto para compromissos pessoais quanto profissionais. O que nos leva ao próximo tópico:

Tenha disciplina

21 dias. Esse é o tempo necessário para modificar um hábito simples. Se utilize disso como vantagem estratégica. Liste todos os padrões que gostaria de mudar e estabeleça o desafio de fazer isso rigorosamente por esse período de 21 dias.

A disciplina é indispensável para não perdermos o foco. Portanto, dê a si mesmo os comandos certos para você e cumpra!

Mantenha-se motivado

Você necessita de estímulos externos para fazer algo ou é uma pessoa que se automotiva?

Identifique o que realmente deixa você entusiasmado. Para tanto,  analise sua trajetória profissional e acadêmica e tente perceber quando e porque você foi mais feliz.

Também detecte as interferências, sejam internas ou externas, que roubam sua energia e empenho. Após isso, busque resolver tais interferências, assim conseguirá manter-se mais firme nos seus objetivos e sonhos.

Quer mais dicas? Prepararmos com todo carinho um e-book para você,  é gratuito!

E então? Gostou das dicas? Para ter acesso a muitas outras estratégias de aprimoramento pessoal e profissional baixe gratuitamente o nosso e-book Dicas de Autodesenvolvimento e Carreira.

Além dos tópicos aqui citados, abordamos outras habilidades como criatividade, liderança, comunicação, gestão de pessoas, e muitas outras. Até a próxima!

Líder, você já colocou um colaborador na geladeira?

Vamos lá a este artigo provocativo, polêmico e importantíssimo para você líder!

 
Líder, colocar um colaborador na geladeira é FINGIR que está tudo bem, quando na verdade você não acredita mais nele, não delega mais nenhum projeto desafiador, não o quer mais em seu time e está só “dando um tempo” para demiti-lo, por não ter coragem ou pela a famosa e “falsa economia”.

Comunicação Não-Violenta

Como praticar a Comunicação Não-Violenta?

A maior parte dos conflitos que temos com outras pessoas, seja em ambientes pessoais ou corporativos, é causado não propriamente pela divergência de opiniões, e sim pela forma como expomos nossas ideias.

Porém, quando nos propomos a falar sem julgamento e escutar genuinamente na essência, temos a oportunidade ímpar de vivenciar relacionamentos mais saudáveis.

Tendo isso em vista, o psicólogo Marshall Rosenberg desenvolveu o conceito de Comunicação Não-Violenta (CNV) com o intuito de estimular as pessoas a construírem relações mais empáticas. Neste post explicamos um pouco mais sobre esse método e damos dicas, com base nas quatro etapas da Comunicação Não-Violenta, de como criar relações mais pacíficas. Confira a seguir:

Afinal, o que é Comunicação Não-Violenta?

Esse conceito parte do pressuposto de que, embora desejemos a harmonia e a cooperação, o confronto com familiares, colegas de profissão e demais pessoas com opiniões ou culturas diferentes da nossa, nos induz a reações repetitivas e automáticas que perpetuam ciclos de emoções dolorosas. Raiva, punição, vergonha e culpa são alguns dos sentimentos que fazem parte dessa lógica comportamental.

Diante disso, a Comunicação Não-Violenta se baseia em habilidades de linguagem que reforçam a conexão do indivíduo com suas necessidades profundas, para que o mesmo possa deixar claro para o outro o que deseja e
desse modo seja capaz de estabelecer um diálogo mais assertivo.

Caso queira tornar-se mais consciente em suas respostas, continue a leitura e descubra como praticar a Comunicação Não-Violenta.

 

1. Observe de maneira descritiva e não julgadora

Há uma sutil diferença entre afirmar e julgar. O primeiro verbo se refere a uma descrição de fatos sem generalizações ou exageros linguísticos como “sempre”, “nunca”; e “jamais”. Já a segunda palavra está carregada de adjetivos que transformam um retrato particular sobre alguém numa história taxativa e geralmente parte de um ponto de vista arbitrário.

Por exemplo, a frase “Puxa vida, você nunca participa das confraternizações da empresa” tem um tom julgador, ao passo que, ao dizer “Puxa vida, você só veio duas vezes esse ano nas confraternizações. Sentimos saudade da sua presença!”, o gestor está praticando uma Comunicação Não-Violenta, pois ao invés de criticar o comportamento do colaborador está exprimindo sentimentos e estimulando o funcionário a participar das próximas celebrações.

Em outras palavras, evite fazer julgamentos, pois isso cria uma reação defensiva e exercite sua mente para que, cada vez mais, você seja capaz de expressar-se com compaixão.

 

2. Afirme o sentimento que a observação lhe desperta

Experimente nomear as suas emoções, isso faz com que o outro compreenda com mais facilidade o que você está sentindo. Tem enfrentando problemas de convivência com algum colega de trabalho? Diante de circunstâncias assim, a maioria de nós é impelido a fazer acusações e questionamentos.

Ao invés de assumir uma postura inquisitiva e propensa a interrogações tais como: “Por que você não fala comigo? Por acaso te fiz alguma coisa?”, treine identificar quais sensações essa situação lhe desperta, chame o colega para conversar e expresse seus sentimentos. Uma boa maneira de iniciar o diálogo seria: “Notei que temos conversado muito pouco (observação). Estou preocupado com isso”. Esse tom propicia a conexão entre os interlocutores e estimula ambos a buscarem um espírito de respeito mútuo e cooperação.

 

3. Fale dos desejos e necessidades que trazem esses sentimentos à tona

Ao compreender os seus sentimentos, você pode encontrar as necessidades e desejos por trás deles. Fazer declarações a respeito disso o ajudará a ter clareza sobre o que ocorre no seu coração ou no do outro no instante da
conversa.

Ao enfrentar um conflito no trabalho, uma pessoa que ainda está imersa no modo de se comunicar julgador diria: “Por que você vira a cara quando eu passo?”. Consegue notar a agressividade e estímulo ao confronto? Outro caminho mais conciliador seria utilizar as seguintes palavras: “Vejo que você afasta o olhar enquanto falo e anda falando tão baixo que mal posso escutá-lo (observação). Me sinto desconfortável (sentimento), pois preciso de um pouco de contato agora”. Bem melhor, não é mesmo?

 

4. Faça um pedido concreto para que a ação encontre a necessidade identificada

Por fim, peça de maneira clara e específica para a pessoa fazer algo concreto que irá satisfazer o desejo ou necessidade que acabou de identificar.

Um exemplo: ao invés de dizer “não quero que grite”, seria mais efetivo pedir que “fale num tom mais baixo”.

Para que o pedido não tenha um tom de exigência, permita que a outra pessoa diga não ou proponha alternativas.

E caso necessite de ajuda para se comunicar melhor (clique aqui), conte conosco. Teremos muito prazer em lhe ajudar a conectar-se melhor com os outros ao seu redor.