motivação

Diferenças entre motivação intrínseca e extrínseca

Há bastante tempo que a motivação tem papel de destaque nas corporações. Os gestores já sabem, também, da necessidade de entender e desenvolver esse sentimento. Portanto, entender as diferenças que existem entre motivação intrínseca e extrínseca faz sentido na busca por uma gestão de pessoas potencializada.

É mais importante ainda porque a motivação é um elemento fundamental para que o ser humano se desenvolva. 

Desmotivado ninguém possui o ânimo necessário para cumprir todas as tarefas de forma saudável. Aqui se fala de tarefas até corriqueiras como fazer exercício físico, sair com os amigos, organizar a casa e etc.

Por isso, já se vê que a motivação não deve ser negligenciada e ao contrário disso deve ser incentivada e receber muita atenção.

Nesse artigo vou trazer à memória o que é motivação e mostrar dois tipos que se complementam no dia a dia de uma empresa: a motivação intrínseca e a motivação extrínseca.

Esteja atento e fique comigo até o final.

O que é motivação?

A palavra motivação deriva do verbo motivar e significa, literalmente, dar motivos para algo acontecer. Este conceito tem um acúmulo enorme de informações, não é mesmo?

Numa jogada de palavras se diz que motivação é ter um motivo para a ação.

Tem-se um motivo – algo que faz o indivíduo entrar em movimento – para iniciar e até concluir alguma tarefa. Legal ver dessa forma!

Pensando assim, qual o motivo que se tem para o movimento de fazer atividade física, por exemplo? Cada ser humano tem o seu, mas podemos ficar num motivo que abarca a todos: melhora da saúde física e mental.

Assim temos o motivo – melhora da saúde- para a ação – fazer atividade física. É simples de se mostrar desse jeito, mas isso faz sentido pra você?

O termo Motivação é estudado à exaustão na área da psicologia, principalmente por estar ligado à evolução humana. Por isso, os pensadores, Maslow e McClelland criaram suas teorias para motivação trazendo mais esclarecimentos acerca do assunto. 

Maslow disse que o homem se motiva quando suas necessidades são supridas, como a auto-realização, auto-estima, necessidades sociais, segurança e necessidades fisiológicas. 

Já McClelland, indicou três necessidades que são essenciais para a motivação: poder, afiliação e realização.

E, tem-se a certeza, depois dessas informações, de que a motivação é uma válvula propulsora para se chegar a resultados.

Aqui, você pode se perguntar: onde se encontra a motivação? 

Eu explico duas formas vigentes nas empresas onde a motivação acontece. Uma é a motivação intrínseca e a outra a motivação extrínseca.

Você também pode gostar de ler: Automotivação existe? Como ela impacta no seu trabalho?

Diferenças entre motivação intrínseca e extrínseca

Tanto a motivação intrínseca quanto a extrínseca são essenciais no ambiente de trabalho, pois são complementares.

A motivação extrínseca está ligada ao ambiente e às situações externas, ela nasce fora do indivíduo e, no ambiente de trabalho, geralmente, vem dos superiores. 

Alguns gestores premiam os funcionários que atingem as metas, como motivação. Esses prêmios podem ser desde reconhecimento, cursos de aprimoramento e até financeiro. 

Isso funciona? Sim, mas é importante saber quando usar este tipo de motivação com a equipe. O ideal é fazer com que os colaboradores se auto motivem também.

A motivação intrínseca tem sua casa no próprio indivíduo, por esse motivo dispensa o incentivo de fatores externos. Os prêmios já estão ganhos pelo modo como a pessoa olha a vida. Nesse caso, a recompensa não é uma consequência da conclusão da tarefa. O colaborador executa as tarefas pelo motivo dele, há um prazer em ver a tarefa cumprida, bem feita.

Esse tipo de motivação está diretamente ligada aos sentimentos, vigor e capacidade do próprio indivíduo. As forças que o impelem à execução são a sua curiosidade, a vontade de ver o novo, de transpor um desafio ou o quanto de desenvolvimento pessoal irá alcançar fazendo as atividades.

Na motivação intrínseca é comum a percepção do senso de realização, da autonomia, o desejo do alcance de metas pessoais, sentimento de pertencimento e, principalmente, amor pelo que faz.

Vale lembrar que estas duas se completam! 

Nenhum funcionário deve ficar refém da motivação extrínseca, ou seja, só dá resultados quando ganha prêmio. E, por outro lado, o funcionário automotivado precisa desse reconhecimento em forma de prêmio para seguir sendo ótimo.

Leia também: Motivação 3.0: o que é e como influencia na sua liderança

Como o coaching auxilia na motivação?

Eis um dos pilares para ligar-se à motivação é se autoconhecer. 

O autoconhecimento dá as diretrizes sobre o que vai te motivar ou não. Por isso, o processo de coaching é tão importante.

Nele a parte de autoconhecimento e autodesenvolvimento são a base para evoluir. Além de ensinar o uso da inteligência emocional, algo extremamente necessário atualmente.

Assim, com essas habilidades desenvolvidas, fica possível o indivíduo saber se automotivar. Olha só, é um conhecimento de si tão aprofundado que só traz clareza para a vida.

Qual ser humano dispensaria isso?

E, tem mais, em uma empresa não basta apenas o líder ter passado por um processo de coaching. Claro que esse é o pontapé inicial, mas se os colaboradores tiverem contato também com o coaching, mais pessoas envolvidas com a organização serão capazes de florescer como automotivados.

E, líder, depois disso é colher os frutos, é se conectar com as melhores ideias para a sua empresa e, também, é ter uma cultura organizacional vibrando no positivo.

Eu já estou querendo ver isso! Comece a investir em autoconhecimento e motivação intrínseca hoje mesmo.Comente aqui! Você já quer fazer isso, não é mesmo?

Complemente a sua leitura com o vídeo abaixo e se inscreva no meu Canal no Youtube: Vanusa Cardoso Coaching

automotivação

Automotivação existe? Como ela impacta no seu trabalho?

Você precisa entender o que é e como funciona e automotivação se deseja galgar mais degraus na carreira e ser um líder fora da curva. Sabe aquele profissional que nunca passa despercebido no ambiente de trabalho? O profissional que brilha? 

Conseguiu visualizar? Então saiba que você precisa ter a motivação como sua parceira de vida. Ela vai implicar tanto na parte profissional como na pessoal. 

Então, vamos falar de automotivação? 

Nesse artigo quero salientar que a automotivação existe e mostrar como ela se apresenta. 

Quero reafirmar que esse tipo de sentimento impacta em quem o sente e em quem vive por perto da pessoa automotivada. 

Fique comigo e não perca a oportunidade de saber mais.

O que é automotivação?

O termo auto, que está presente em automotivação, vem do latim. É um prefixo, ou seja, se coloca antes da palavra principal e significa “si mesmo, (de) si mesmo, (por) si próprio”. 

Veja que coisa interessante: é como uma retroalimentação, a evolução de si por si mesmo

É uma denominação intimamente ligada a expressões como “faça você mesmo”, “ seja o autor da sua obra”. 

Aqui cito uma parte do poema Invicto que inspirou Nelson Mandela a se manter firme e esperançoso enquanto esteve preso, ele traz concretude para essa ideia. “Da minha alma eu sou comandante; Eu sou o senhor do meu destino.” 

Isso mostra o quanto conhecer o seu interior e ver nele a fortaleza que precisa para seguir, é importante. 

Por isso, esse é um exemplo gigantesco de automotivação! 

A automotivação trata disso, de ter em você mesmo o combustível para seguir em frente e enfrentar toda sorte de desafios no dia a dia. Ela é a capacidade que você tem de buscar em você mesmo, motivos ou estímulos para alcançar seus objetivos. 

Isso é uma coisa maravilhosa, não é mesmo? 

Pensa comigo: como é inspirador acordar todas as manhãs com uma vontade danada de fazer dar certo e cheio de planos voltados para os resultados. E, melhor, sem a necessidade de que alguém fique impulsionando ou elogiando para que a vontade nasça em você. 

Pensou? Eu ainda acrescento mais para que não restem dúvidas da importância da automotivação

Ser automotivado é de uma beleza que cativa qualquer pessoa. É muito gratificante conviver com uma pessoa automotivada, pois aquela energia gera resultados. Isso inunda o ambiente de trabalho. 

Além da pessoa se tornar um exemplo inspirador, vai sentir mais alegria e satisfação na vida e com isso, também vai atrair bons colegas para trabalhar do seu lado. 

Mas cuidado, pois o contrário também é verdadeiro! Você pode afugentar muitas pessoas boas e ainda parecer um mau colega de trabalho se não entender nada de automotivação. 

Como a falta de automotivação impacta no seu trabalho 

Diretamente! Não se pode ter dúvida sobre isso. 

A forma que a pessoa se sente quando não tem automotivação é um quadro bem clássico; fica indiferente, desengajada, com preguiça, com cansaço. Literalmente a pessoa fica sem motivo para a ação.

 Só de pensar como é triste a situação, já se fica desmotivado. 

Sem motivação não há disposição para buscar o sucesso, não há gana em alcançar os objetivos traçados. E, diante disso, a produtividade vai decaindo visivelmente. 

Ainda tem mais, a gestão do tempo fica super abalada, pois sem motivação nem se planeja o dia a dia, dessa forma a pessoa fica mais desanimada ainda pois se sente engolida pelas tarefas e não vê o resultado de nenhuma delas. 

Aqui pode-se entrar no consenso de que são muitos os impactos negativos que se tem por conta da falta de automotivação. Nenhum bom líder quer que isso aconteça! 

Mas preciso te tranquilizar e reiterar que a automotivação pode ser treinada. Por isso deixo algumas dicas aqui nesse artigo. 

Você também pode gostar de ler: Comunicação nas empresas: um guia completo e prático

Dicas para se manter automotivado 

Crie pequenas metas

Na maioria das vezes é de degrau em degrau que se sobe na carreira profissional. 

Estabeleça essas pequenas metas observando o grande objetivo, essas metas devem ser possíveis. Assim, cada vez que alcançar uma delas a sua automotivação é alimentada e se mantém firme. 

Aprenda sobre gestão de tempo

Quando você sabe administrar seu tempo, faz isso no trabalho e também fora dele. A sensação de domínio e organização é libertadora e isso impacta na sua automotivação. 

Conheça-se de verdade

Ao olhar para si procure saber o que te motiva internamente. É a sensação de segurança, é a satisfação de uma tarefa cumprida, é a convivência com os colegas? Seja o que for, descubra e invista nisso. 

Engaje-se

Esteja com os valores alinhados com a missão da empresa, sinta prazer em fazer parte do propósito. 

Desenvolva a inteligência emocional

Identificar as suas emoções, controlar impulsos, ser grato e lidar com o turbilhão de sensações de forma assertiva, mesmo com os desafios, está ligado à automotivação.

Aposte no seu poder

Todas as pessoas têm histórias de alta produção no trabalho, aquele momento em que tudo flui. Lembre-se desse seu momento, isso trará a sensação de volta e vai te alegrar. 

Gostou dessas dicas? São bem bacanas, não é mesmo? 

Agora que você já se inteirou do assunto e, de algum modo, também viu que sabe se automotivar, conta aqui nos comentários o que você faz no seu dia a dia.

 Você também pode gostar de ler: Motivação 3.0: o que é e como influencia na sua liderança

motivação 3.0

Motivação 3.0: o que é e como influencia na sua liderança

Você já percebeu que as formas de motivação mudaram? Isso é visível no dia a dia das empresas, pois o modo antigo de motivar ficou no século passado. Antes se utilizava de punição ou recompensas pelos seus feitos na empresa, só que isso não dá mais conta de fazer um time motivado. Inclusive, muitas vezes, desanima as pessoas.

E o que se pode fazer diante disso? Primeiro é entender a mudança, o novo jeito de motivar, ou seja, a motivação 3.0.

Já é visível a mudança das pessoas sobre como se motivam, isso inclusive traz muita inquietação, porque afinal, mudar requer envolvimento, aceitação e foco. 

Só que, ou se entende o que está acontecendo ou se é engolido pela mudança.

Por isso é muito bem-vindo o trabalho maravilhoso do autor Daniel H. Pink no livro Motivação 3.0. Em sua obra, o autor nos presenteia com uma abordagem diferente sobre a motivação nos dias atuais. 

Baseado em décadas de pesquisa, mostra-nos e detalha o que é a Motivação 3.0. Assim, é possível acessar o conhecimento sobre a nova motivação, usar na empresa e, também na vida pessoal.

Dada a relevância desse tema e a impossibilidade de negação do mesmo, eu fiz um artigo para que você conheça do que trata a Motivação 3.0 e como isso influencia na sua liderança.

Acompanhe a leitura do artigo e se inclua nessa mudança com propriedade!

O que é motivação 3.0

É provável que você tenha vivenciado a motivação através das recompensas dadas pela empresa ao atingir metas, ou até mesmo vivenciado o receio de perder algum benefício por não atingir tais objetivos. Nossa! Nem sempre foi fácil.

Apesar de ter dado certo em algum momento, hoje as pessoas precisam de mais.

Por isso precisamos falar de Motivação 3.0. 

Segundo Daniel H. Pink a Motivação 1.0 tinha o homem como ser biológico, a preocupação dele era a luta pela sobrevivência, comer, vestir e morar, por exemplo. Já a Motivação 2.0 é esta que conhecemos e praticamos,dando conta de que o homem se motiva por recompensas e punições em seu meio ambiente. 

E chegamos à Motivação 3.0. Essa nos diz que além do homem lutar pela sobrevivência e se motivar por recompensas, ele tem também o terceiro impulso: o de aprender, criar e melhorar o mundo.

É disso que trata a Motivação 3.0!

Ou seja, ela está diretamente ligada ao nível de satisfação que se tem, a busca pelo melhor desempenho e um fazer sentido na vida. Dada essas informações é possível perceber que é uma motivação intrínseca, nasce dentro das pessoas.

Se a motivação agora é assim, deve ser trabalhada para que os colaboradores alcancem uma alta performance e fiquem felizes com isso.

Por isso é tão importante conhecer os três elementos que a compõem.

Você também pode gostar de ler: Como motivar uma equipe: dicas práticas para usar hoje mesmo

Quais são os elementos?

São três os pilares que sustentam a Motivação 3.0: Autonomia, Excelência e Propósito. 

Cada um deles nasce no interior da pessoa e cresce de acordo com os incentivos alimentados por ela mesma. Veja:

  • Autonomia: o desejo humano de estar no controle da própria vida, de dirigi-la;
  • Excelência: necessidade dos humanos de se tornarem cada vez melhores em algo importante;
  •  Propósito: o desejo de fazer o que se faz em nome de um objetivo maior;

Esses elementos tratam de uma nova pessoa, esta que precisa ter liberdade para escolher com qual equipe gostaria de trabalhar para render mais. Que deseja aumentar os seus conhecimentos para chegar a melhor versão da sua atividade. 

E, ainda, quer fazer isso visando algo maior, um propósito dentro da empresa, ou seja, deseja fazer parte de algo grandioso e pensar que seu trabalho é mais do que um emprego.

Olha o tamanho dessa mudança! Saiba que este perfil está agora na sua empresa e você precisa compreendê-lo e auxiliá-lo.

Esse é o motivo maior de visualizar os impactos que a Motivação 3.0 traz para a sua liderança.

Como a Motivação 3.0 impacta na sua liderança

Tem-se o fato. O novo tipo de motivação está presente e só tende a crescer. Fazer vistas grossas pode ser um tiro no pé do líder.

A verdade é que quando a fórmula de motivar sua equipe já está ultrapassada e ela mesma quer se auto motivar, o líder precisa demonstrar as habilidades necessárias para isso, ajudando-os.

Pensa comigo: Quando a motivação é extrínseca, ou seja, vem de fora, na forma de um prêmio, o foco do trabalho será ligado somente ao prêmio. Isso pode alimentar comportamentos antiéticos e dificuldade em trabalhar em equipe, já que só o que motiva é ganhá-lo.

Você pode se perguntar: Eu nunca mais poderei usar uma maneira conhecida de motivar meus funcionários?

Calma! Você pode ainda utilizar esse tipo de motivação para atividades pouco interessantes de se fazer, mas saiba lidar com isso. 

Para as tarefas que exigem engajamento, criatividade e tem um viés desafiador, o líder vai precisar de uma pessoa com Motivação 3.0.

Saber diferenciar quando se deve usar da motivação extrínseca é a grande sacada! Porque não se deve perder de vista que as pessoas fazem grandes feitos quando se retroalimentam de sua própria motivação.

Imagina que cenário maravilhoso, o líder rodeado de liderados satisfeitos com suas atividades porque se sentem autônomos, querem dar o melhor de si naquele trabalho e sabem que fazem parte da missão da empresa.

Imaginou? 

Essa nova motivação impacta positivamente na sua liderança, pois trabalhar com pessoas cheias de contentamento eleva, exponencialmente, o alcance de metas e resultados nas empresas. Além de manter o clima organizacional da empresa em alto astral.

Por isso, aprimore-se em criar o ambiente propício para a Motivação 3.0 se desenvolver.

Converse com sua equipe, busque saber quais as maneiras de fazê-los mais autônomos, incentive a superação de cada um deles nas atividades e, principalmente, invista em como engajá-los no propósito da empresa.

Gostou de saber mais sobre Motivação 3.0? Comente a forma que você vivencia os 3 pilares dela aqui embaixo.

 Leia também: 5 formas de ser uma liderança motivadora

lideranca-autocratica

Liderança autocrática versus liderança democrática: entenda as diferenças

Para se tornar um grande líder é preciso, primeiramente, se conhecer. Quando o líder sabe quem é, como age, ele pode sair do zero a zero e criar uma liderança inspiradora, observando os comportamentos da liderança autocrática.

Eu pergunto a você, quando foi a última vez que olhou para seu modo de liderar de forma crítica?

Digo de forma crítica porque na posição de líder o comportamento de liderança deve ser exercitado e aperfeiçoado constantemente.

Por isso, ao se autoconhecer o líder pode compreender em que modo opera. Se no seu modo de liderar cabe uma liderança centrada somente nas decisões dele mesmo, ou se é um líder que consegue envolver os colaboradores nas tomadas de decisões da empresa.

Nesse sentido trouxe este artigo para mostrar dois tipos de liderança.

Acompanhe na leitura e fique sabendo:

  • O que é liderança autocrática?
  • O que é liderança democrática?
  • Principais diferenças entre liderança autocrática e democrática;
  • As vantagens e desvantagens da liderança autocrática;
  •  As vantagens e desvantagens da liderança democrática;

Vamos lá?

O que é liderança autocrática?

Liderança autocrática é um modelo de gestão em que o líder tem a palavra final sobre tudo e tende a não ouvir ou aceitar opiniões divergentes.

Nesse tipo de liderança as decisões se concentram na figura de um único líder. 

Ele tem sob suas ordens qualquer definição dos métodos de trabalho e resultados a serem alcançados.

O estilo de liderança autocrática tem como característica principal a verticalização das ordens, elas vêm de cima para baixo. É comum o líder deter informações técnicas que só ele conhece mantendo o domínio sobre a estrutura organizacional.

Embora este estilo de liderança tenha sido maioria por muitos anos, atualmente existe certa resistência a ela por ser considerada muito autoritária.

Isso soa familiar para você? Em algum momento vivenciou uma liderança autocrática?

Agora vamos conhecer a liderança democrática, contrário dessa visão.

O que é liderança democrática?

Em contrapartida ao que foi descrito acima, tem-se a liderança democrática. Nela se vê um trabalho que envolve os subordinados nos processos da empresa, ouvindo, orientando e impulsionando os mesmos.

A liderança democrática prioriza a motivação, o desenvolvimento e a comunicação da equipe com o líder. 

Por isso, o líder que aposta nesta forma de agir, traz a equipe para perto, pois a participação da mesma ajuda na tomada de decisões dentro da empresa, aumentando o comprometimento.

O desenvolvimento das relações de trabalho além da busca por bons resultados é uma forte característica da liderança democrática, pois ela prioriza também o crescimento dos colaboradores.

Para um líder democrático, ter uma equipe motivada em constante desenvolvimento e com um canal de comunicação limpo é o que faz as metas serem alcançadas.

Parece perfeito, não é mesmo?

Contudo, é importante mencionar que todo estilo de liderança possui os seus prós e contras. O papel do líder é adequar o estilo para o seu ambiente.

Desta maneira, se faz necessário verificar quais as principais diferenças entre os dois tipos de liderança. 

Eu gosto desse compromisso de mostrar as partes para você. Assim, munido de informação, pode fazer escolhas mais assertivas.

Principais diferenças entre liderança autocrática e democrática

Se você chegou até esse ponto da leitura, pôde perceber a maior diferença entre estas duas formas de liderar.

Na liderança autocrática, o centro é o líder, ou seja, é ele quem recebe os louros ou as agruras do resultado apresentado. Já na liderança democrática, este líder dá a oportunidade à equipe de se manifestar e construir junto os resultados da empresa.

Desta forma, mostro agora as diferenças nos aspectos menores, pois elas que dão o tom positivo ou negativo da liderança para os seus colaboradores.

Na liderança autocrática as regras são bem determinadas, sem espaço para que os colaboradores se manifestem ou interfiram nos direcionamentos.

O líder autocrático deseja reduzir ao máximo a margem de erro e com isso aumentar a produtividade, incluindo até ouvir a sua equipe, mas tomando a decisão sozinho.

Já na liderança democrática o líder delega observando as características dos seus liderados. Faz uma gestão mais aberta e promove o envolvimento da equipe.

Neste tipo de liderança a equipe se sente mais confortável e confiante na participação dos processos na empresa. Isso gera o comprometimento com os resultados.

Tudo tem prós e contras e com estes perfis de liderança não seria diferente. 

Resta saber qual peso a escolha de cada um tem sobre sua liderança e se você deseja bancar a escolha feita.

À vista disso, vou ajudar revelando as vantagens e desvantagens de cada uma delas.

Você também pode gostar de ler: 7 características dos grandes líderes

As vantagens e desvantagens da liderança autocrática

Vantagens:

  • Caso a equipe seja inexperiente, um líder autocrático tem papel fundamental no alcance dos objetivos;
  • A liderança autocrática evita desvios dos colaboradores porque os acompanha de muito perto;
  • Rapidez na tomada de decisões. Como o líder é centralizados, ele pode ser mais ágil quando se pede uma atitude imediata;
  • Aqui se tem uma liderança muito forte e para muitos colaboradores é do que precisam em um momento de crise econômica, por exemplo;

 Desvantagens:

  • A liderança autocrática cria uma equipe dependente. No caso da ausência do líder, esta equipe pode ficar perdida.
  • Pode se instalar desmotivação na equipe, pois se somente o líder tem voz a equipe se sente engessada;
  • Perda de talentos. Os grandes talentos gostam de participar do trabalho que fazem, gostam de mostrar sua paixão pelo trabalho e na liderança autocrática eles são tolhidos e, por isso, não ficam na empresa.
  • Conformismo e involução. Por não precisarem opinar na empresa, os profissionais não se aprimoram dentro da empresa.

Leia mais: Você sabia que o líder pode transmitir ansiedade?

As vantagens e desvantagens da liderança democrática

Vantagens:

  • Na liderança democrática os liderados se sentem encorajados a tomar decisões de grupo em todas as atividades;
  • Os colaboradores se sentem valorizados e importantes, o trabalho em equipe aparece porque se tem foco no relacionamento;
  • O líder democrático é um excelente ouvinte e isso faz com a equipe se sinta confortável para procurar a liderança;
  • Há uma boa retenção de talentos, pois a liderança democrática dá oportunidade de envolvimento nos desafios da empresa;

Desvantagens:

  • Quando todos podem opinar a tomada de decisão pode se tornar lenta, dependendo da situação a não agilidade impacta negativamente;
  • A definição de metas, planos dentro da empresa pode causar discordâncias entre os funcionários e, com isso, trazer conflitos;
  • O líder democrático ao se preocupar demais com a opinião dos liderados pode perder o pulso firme e impactar na produtividade;
  • Por optar pelo consenso e ter uma liderança mais cautelosa, o líder pode evitar ser muito arrojado e perder oportunidades;

Você gostou deste material?

Comente aqui embaixo o quanto o material clareou o seu entendimento do líder que você é.

Complemente a sua leitura assistindo o vídeo abaixo no meu Canal do Youtube: Vanusa Cardoso.

grandes-lideres

7 características dos grandes líderes

Mais importante do que conhecer as características de grandes líderes da história é saber que estas características podem ser desenvolvidas por qualquer pessoa que deseja alçar voos na carreira e na vida.

Para ser um líder inspirador e admirado pelos colaboradores é preciso conhecer, não só as teorias, mas também se autoconhecer e desenvolver as habilidades necessárias para alcançar o sucesso.

Este é um artigo em que eu trago algumas das histórias que me inspiram até hoje. 

Ou seja, são histórias de líderes com características marcantes que já usei, testei e sei que dão certo.

E, mais ainda, vai conhecer as características mais comuns aos grandes líderes levando para sua própria vida, se assim desejar.

Sendo assim, nas próximas linhas você verá:

  • 5 grandes líderes da história
  • 7 características dos grandes líderes

Vem comigo! Tenho certeza que ao final da leitura você vai se identificar e se aprimorar.

5 grandes líderes da história

Eu sei que você deseja obter sucesso no seu papel de liderança. 

Isso é muito compreensível, pois ver os resultados positivos na sua empresa, ser admirado e seguido pelos colegas, além de cumprir sua missão, tem um gostinho de satisfação inigualável.

Uma das melhores formas de fazer isso é seguindo os passos de grandes líderes da história, observando as características de cada um e trazendo para a sua realidade. 

Nesta lista dos 5 grandes líderes, você irá identificar porque eles fizeram sucesso e são inesquecíveis.

1) Walt Disney

O legado criado por Walt Disney é tão grande e forte que seu parque foi inaugurado depois de sua morte e permanece até hoje como uma das maiores atrações mundiais.

Costumava dizer que os sonhos eram feitos para serem realizados e focava nisso.

Ao trazer para o seu negócio o senso de pertencimento, trazia para os clientes e colaboradores a satisfação de se sentirem dentro do negócio e serem importantes para ele.

Sou suspeita para falar, pois sou fãzona dele.

Leia mais: 7 lições que aprendemos com o filme Walt antes de Mickey

2) Steve Jobs

Na Apple, empresa que é fundador, mostrou a força da cultura organizacional.  

Enfatizou que gostar daquilo que se faz é o primeiro passo para fazer com excelência.

Podemos dizer que Steve Jobs defende que saber por que se faz as coisas é fundamental para chegar a grandes feitos empresariais. Ele trouxe o porquê de se fazer o que se faz para o exterior e todos podemos ver isso.

Para Jobs o segredo do sucesso é amar de verdade o que se faz.

Ele possuía liderança aguçada e com sua criatividade revolucionou a indústria de computadores pessoais e outros segmentos tecnológicos.

3) Mahatma Gandhi

Foi um grande defensor da cultura de paz. Conquistou a independência da Índia, influenciando mais de 350 milhões de pessoas em uma não guerra.

Gandhi tinha clareza de seus ideais de paz, justiça, igualdade e vida natural. A sua revolução na Índia foi pacífica, ele representava a voz do povo e conseguiu mobilizar outros líderes de outros países.

Seus ensinamentos são seguidos por milhares de pessoas em todo o planeta até hoje. 

Ele defendia “O caminho da felicidade”, uma filosofia de não violência como meio da evolução.

4) Nelson Mandela

Nelson Mandela pode ser dito como o maior expoente da luta antirracista do mundo. Seus ensinamentos são lembrados até hoje por promover a cultura não violenta na África do Sul.

O Apartheid, regime de segregação racial da África do Sul, trouxe muito sofrimento aos sul-africanos e Mandela foi um guerreiro na luta pela liberdade e defesa das causas humanitárias.

Depois de passar 27 anos na prisão, ele se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul, colocando um fim definitivo à política racista do Apartheid.

Mandela valorizava as pequenas conquistas do seu povo e com sua forma de liderança ganhou respeito e reconhecimento internacional.

5) Malala Yousafzai

A ativista paquistanesa viveu e chamou a atenção internacional para um grande problema – o de 61 milhões de meninas que não tinham acesso à educação.

Malala levou um tiro na cabeça disparado por talibãs pelo simples fato de insistir em frequentar a escola quando isso foi proibido pelo governo de seu país.

Depois de se recuperar decidiu seguir na luta pelos direitos das meninas estudarem, tornou-se aos 17 anos a mais jovem ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, em 2014.

Sua liderança apresenta-se tão forte que persuadiu os líderes mundiais para que começassem a tomar medidas reais para corrigir a questão das escolas para todas as crianças.

Aqui, temos um breve relato das histórias desses grandes líderes. Todos têm fortes atitudes, imprescindíveis para a liderança inspiradora.

Vamos ver quais são? Abaixo, destacamos 7 delas.

As 7 características dos grandes líderes

Os líderes citados emprestam sua vivência para que grandes líderes atuais desenvolvam o seu melhor.  

Veja que oportunidade maravilhosa! 

Olhar estas histórias e tirar delas as características que levaram estes grandes líderes ao sucesso.

Aqui, mostro para você 7 atributos comuns aos líderes que vimos:

1 – Autoconhecimento

Grandes líderes têm conhecimento sobre as suas emoções, sobre seu potencial e suas limitações. 

Eles usam inteligência emocional que permite serem assertivos e conseguirem seus objetivos de maneira mais eficiente.

2 – Foco no objetivo

Eles possuem a capacidade e a determinação de realizar o que é proposto. 

Seu carisma e técnica envolvem toda a equipe na busca pelo objetivo. Para isso, trabalham com pequenas metas diárias e olham longe para alcançar o que desejam.

3 – Envolvimento das pessoas no sonho

Fortalecem o senso de pertencimento de sua equipe, valorizam a importância de cada um para o sucesso do grupo e da empresa; alimentam de forma verdadeira a autoestima e a motivação de seus liderados.

4 – Autenticidade e honestidade

Grandes líderes sabem o impacto e o valor da honestidade e da autenticidade. Eles expõem seus objetivos e ideais com muita clareza e isso contagia aqueles que os ouvem. 

Seu discurso é dito com coração, mente e alma. E, para seguir uma pessoa, é prazeroso que seja alguém apaixonado.

5 – Olhar sobre o potencial individual

Sabem que cada pessoa tem algo a oferecer e que as pessoas possuem um potencial infinito a ser desenvolvido e aproveitado. 

Por isso, se cercam daquelas que têm talentos e habilidades diferentes. Isto estimula a criatividade, a diversidade e a mudança dentro da empresa.

6 – Possuem níveis altos de paciência e compreensão

Grandes líderes são bons ouvintes. Eles ouvem os seus colaboradores e permitem que estes se expressem em suas opiniões voltadas para os desafios do dia a dia empresarial. 

Eles sabem que ao ouvir a sua equipe receberão ideias para resolver problemas, além de entender a necessidade dos mesmos e poder promover um ambiente de trabalho mais satisfatório.

7 – Proatividade

Grandes líderes são proativos! 

Proativos em fazer escolhas conscientes com base em seus princípios e nos resultados desejados. 

Eles se antecipam a possíveis problemas e consequências, trabalhando para contorná-los.  Por isso, grandes líderes apostam no seu desenvolvimento e estudam sempre.

Eu sei que você possui algumas destas características, pois você é um líder.

Lembre-se de que quando citei os 5 grandes líderes da história foi com o intuito de entregar essas possibilidade de crescimento. 

Desta forma, continue comigo e descubra como desenvolver as suas habilidades.

Como desenvolver suas habilidades de líder?

Tenho que dizer, neste momento, que a característica que você precisa desenvolver em primeiro plano é a da proatividade.

Sim! Porque é a partir dessa habilidade que você vai compreender que necessita se antecipar em seu desenvolvimento para obter sucesso.

A característica da proatividade traz para você a necessidade de estudar e se preparar para atingir todas as outras.

Ou seja, a partir do momento que você compreende a importância do autoconhecimento e a necessidade de treinamento continuado, desenvolve as demais características no processo.

Isso não é lindo? Você só precisa dar o primeiro passo.

Note isso: se você está treinado terá autoconhecimento. Estudou suas emoções e sabe do seu potencial.

Treinado, você aumenta a clareza do objetivo que deseja alcançar. Ele fica sempre ao alcance dos seus olhos, pois o seu foco é evidente.

Desta forma, a sua motivação estará em alta e seus colaboradores serão contagiados por ela. O seu desenvolvimento continuado fará com que esteja sempre atento e apaixonado pelo que faz.

Estudar, treinar, focar no seu desenvolvimento. Isso te dará todas as ferramentas para desenvolver as características mais impressionantes dos líderes excepcionais.

lideranca-na-pratica

 

 

 

 

 

 

 

 

Antes de ir embora comenta aqui embaixo qual desses líderes você mais admira. Ou aquele que você mais gosta e não foi listado aqui.

sindrome-de-burnout

Síndrome de Burnout: como identificar, como evitar e como tratar?

Você, alguma vez, já ouviu falar sobre a Síndrome de Burnout? Muitas empresas não têm percebido, mas podem estar causando de forma indireta o esgotamento psicológico dos seus colaboradores e é preciso ligar o alerta.

Colaboradores motivados produzem mais, já os colaboradores fatigados acabam, muitas vezes, sendo pouco produtivos.

Entender isso pode ser melhor do que substituir o time. Veja neste artigo o que é a Síndrome de Burnout, como identificá-la, evitá-la e tratá-la.

O que é a Síndrome de Burnout?

A Síndrome de Burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psíquico descrito em 1974 por Freudenberger, um médico americano. Ela está vinculada a diversas situações de desemprego e é reconhecida pela OMS como uma doença.

O assunto é relevante e a doença pode desencadear um desgaste que prejudica aspectos físicos e emocionais do indivíduo, gerando descontentamento profissional, causando queda na produtividade, baixa autoestima, depressão e diversos outros problemas psicológicos.

Desta forma, pessoas que possuem uma vida profissional ativamente sobrecarregada têm a tendência de desenvolver o quadro.

Estima-se que 30% dos profissionais brasileiros passem pela Síndrome de Burnout, segundo uma pesquisa da Isma-BR (International Stress Management Association no Brasil).

Como identificar a Síndrome de Burnout?

Os sintomas da doença são diversos e vão desde a tensão emocional, até estresses elevados – que geralmente são causados por excesso de trabalho ou pressão psicológica.

É comum que profissionais das áreas de jornalismo, direito, educação, segurança pública, bancos, executivos e comunicação em geral, como atendentes de telemarketing, tenham uma maior propensão a desenvolver a Síndrome de Burnout.

Outros indícios da presença da síndrome são: ausência no trabalho, agressividade, mudanças de humor inesperadas, irritabilidade fácil, perda de memória, ansiedade, depressão e baixa autoestima.

As profissões citadas acima são dadas como um sinal de alerta, haja visto que – na maioria das vezes – consomem o indivíduo, fazendo com que ele perca momentos importantes, como os de lazer ou interação com amigos e família.

Com uma mente acelerada é normal que o corpo não aguente o estado de alerta constante e acabe se exaurindo.

Além da cobrança externa, muitas vezes causada por um superior, acontece a cobrança individual. Exigir demais de si mesmo pode ser um problema. Estamos imersos em uma sociedade que exige excelentes resultados, que precisa de movimento e que nos obriga a estar em estado de produção o tempo todo, como se ao descansar estivéssemos sendo improdutivos, o que não é verdade. Descansar é necessário e precisa ser inserido na rotina, pois o nosso cérebro precisa relaxar.

Quando o cérebro não “para”, podem surgir sintomas que vão desde enxaquecas ou dores de cabeça, até palpitações, insônias, distúrbios gastrointestinais e outras manifestações físicas que nada mais são do que o nosso corpo pedindo uma pausa.

Como evitar a Síndrome de Burnout dentro da minha empresa?

Aí vem o desafio: onde está o limite entre a cobrança justa e a cobrança excessiva?

Antes de mais nada, é preciso informar que a Síndrome de Burnout, muitas vezes, não está associada apenas ao trabalho, mas sim ao conjunto de fatores estressantes. É claro que a alta taxa de cobrança, excesso de trabalho, demandas, pressa nas entregas ou até feedbacks inadequados podem aumentar as possibilidades de desencadear a doença.

Não é preciso buscar muito para perceber que, geralmente, pessoas que possuem a Síndrome de Burnout também têm quadros de depressão com uso de medicamentos controlados.

A melhor maneira de evitar que a sua equipe seja tomada por esse tipo de distúrbio é entender os processos, desenhá-los e fazer com que eles funcionem dentro do seu negócio. Quando falo em processos, quero dizer desde o briefing de uma demanda até o feedback pós produção.

Sendo assim, observe abaixo algumas dicas que podem ajudar a evitar síndrome na empresa:

Burnout, Depressão ou Estresse?

É normal que haja confusão, afinal, todos possuem sintomas parecidos.

O estresse pode aparecer devido a sobrecarga de tarefas, por exemplo, mas isso não quer dizer que haja uma Síndrome de Burnout ali. Atletas, jogadores e lutadores vivem sob estresse, devido a rotina e responsabilidades, mas isso é apenas uma resposta do corpo à situação.

Já com a Síndrome de Burnout é como se a tristeza, o estresse e o cansaço nunca parassem. Geralmente, acabam surgindo junto com sentimentos de incapacidade, insuficiência e culpa no trabalho.

A depressão também pode apresentar sentimentos como os listados acima, porém, relacionados a todos os aspectos da vida, em sua máxima. Não em um ou dois, como trabalho e relacionamento, por exemplo.

Nosso cérebro pede socorro!

É importante trabalhar o desenvolvimento cognitivo, ajudar o seu cérebro a sair da zona de conforto, organizar as coisas dentro da sua mente e entender seus sentimentos. Reprimir emoções, guardar diálogos que precisavam acontecer ou até evitar falar algo por medo, podem ser prejudiciais.

Se você é colaborador e sente alguns dos sintomas acima, é importante falar com um profissional especializado, como psicólogo ou psiquiatra, e solicitar ajuda para conduzir o caso junto ao seu RH. Lembre-se: não há nada de errado. Qualquer pessoa pode passar pela Síndrome de Burnout.

Se você faz parte da equipe de RH e perceber alguns dos sinais que citei neste artigo ou se um colaborador da empresa sinalizar indícios de Burnout, é hora de procurar ajuda profissional para lidar com o caso da melhor maneira, sem prejudicar a pessoa que confiou a você a informação. Lembre-se que você está lidando com uma vida.

Estamos em um momento que está exigindo bastante da nossa mente, em diversos aspectos. É preciso falar sobre Burnout, entender a síndrome e evitá-la.

Uma sociedade saudável, se faz com pessoas de mentes saudáveis.

Deixe sua opinião sobre este artigo nos comentários e me conte se você já presenciou ou passou por alguma situação em que acreditava ser Burnout.

Você sabia que o líder pode transmitir ansiedade?

Se tem um momento repleto de ansiedade nas empresas, sem dúvida, é o que estamos vivendo. Ninguém estava preparado para uma pandemia, que levaria muitas empresas a migrarem para o trabalho remoto. Com essa surpresa, veio também um aumento no nível de estresse e ansiedade que assola líderes e liderados.

A medida que as economias se fecham e que o caos em torno do Covid-19 aumenta, fundadores, gestores e até os próprios colaboradores têm percebido uma certa fragilidade em negócios, gerando incerteza e medo do que pode vir.

Perceba! Do que pode vir. Não do que está.

Liderar quando se está ansioso é um desafio. E manter a postura de líder diante dos problemas pode ser ainda mais difícil.

Contudo, para que isso seja possível, é necessário conhecer e aceitar as suas emoções, senti-las e entendê-las.

Reconheça suas emoções e fique atento aos gatilhos de ansiedade

Ninguém vai muito longe quando ignora as emoções que sente. Não quer dizer que você precise desistir ou abandonar o barco quando está com medo, por exemplo, mas é preciso acolhê-lo e ressignificá-lo.

Você pode gerenciar as emoções que sente, incluindo a ansiedade.

Pense comigo: você está ansioso e aí começa a resolver tudo com pressa, sem medir consequências, sem fazer cálculos simples e de repente, tudo começa a desmoronar.

Já imaginou que você pode ter negado suas emoções? Ao deixar de lado as suas emoções como a ansiedade e o medo pode estar se jogando no mar de incertezas.

A questão é que quando você pensa que resolverá o problema, ao tomar tal atitude, acaba ficando cada vez mais ansioso e com medo, por não solucionar o que era necessário.

Quando você, antes de tudo, entende e acolhe o seu medo e a sua ansiedade, consegue traçar planos para lidar com esses sentimentos e com futuros problemas que possam surgir.

Como lidar com a ansiedade?

Lembre-se que os seus sentimentos são seus.

Sendo assim, é preciso rotular cada sensação que tem e identificá-las. Só assim poderá mudar as suas próximas atitudes. Mergulhe nos seus pensamentos, identifique quando estiver ansioso e administre isso com cautela.

Diversos estudos já provaram que pessoas que possuem uma compreensão maior sobre seus sentimentos, tendem a obter mais sucesso nas suas profissões e tarefas.

Quando você se entende com os seus sentimentos é capaz de melhorar o desempenho, os relacionamentos, torna-se inovador e capaz de atenuar conflitos na equipe.

Entender os seus gatilhos e quando se sente ansioso é necessário para administrar a ansiedade e ter bons resultados. Quando perceber que está ansioso, identifique quais reações físicas vêm com esse sentimento. Pode ser uma dor no estômago, uma aflição, um excesso de movimentação. Identifique-as, esse é o primeiro passo.

Anote qual foi a situação ou interação que gerou esse tipo de sensação e trabalhe para ressignificar esse momento, estude a melhor maneira de passar por ele sem que seu corpo sofra as consequências. Chamamos esses sinais de “indicadores” de ansiedade.

A ansiedade pode ser manifestar com aperto no peito, respiração superficial, mandíbulas cerradas, ombros tensos, sintomas gastrointestinais, erupções de pele, alterações no apetite e flutuações radicais de energia.

Será que eu sou um líder ansioso?

Você já se fez essa pergunta? Se a resposta for sim, talvez já tenha percebido a sua ansiedade e isso pode ser um excelente passo.

Abaixo, existem alguns elementos que podem ajudar a identificar se você é um líder ansioso. Marque com um “X” a cada afirmativa e ao final confira um resultado.

(  ) Você é tipo de pessoa que tenta abraçar situações demais na sua empresa?
(  ) Você apresenta certa dificuldade de delegar, por medo de que as coisas não saiam como o planejado?
(  ) Você percebe um aumento dos batimentos cardíacos quando entra em reuniões com seus diretores?
(  ) Você é o tipo de pessoa que enxerga perigo em tudo e tem medo de se arriscar por conta disso?
(  ) Quando você percebe que está diante de um problema, sua fuga é comer algo, tomar um café, beliscar um doce?
(  ) Você vai dormir pensando nos problemas que terá que resolver no trabalho no dia seguinte?
(  ) Durante o dia você costuma sentir tensões musculares com frequência?
(  ) Você costuma ter medo de falar em público?
(  ) Você costuma se preocupar em excesso com as coisas e isso afeta o seu desempenho no trabalho, fazendo com que acabe procrastinando em determinadas tarefas?
(  ) Você tem irritabilidade ou alterações de humor rotineiras?
(  ) Você tem dificuldade de se concentrar nas tarefas ou se sente cansado ao longo do dia?
(  ) Você tem problemas rotineiros de estômago, diarréia, cansaço ou aceleração cardíaca?
(  ) Você se considera uma pessoa perfeccionista?

Confira abaixo o resultado:

( 1 – 5 marcações) POUCO ANSIOSO
Você pode estar ansioso com alguns pontos no trabalho, mas pode administrar isso de maneira simples, sem muito esforço. Você já é um líder moderadamente controlado e, sem dúvida, se colocar as coisas no papel conseguirá conduzir tudo da melhor maneira.

(6 – 10 marcações) MAIS OU MENOS ANSIOSO
Talvez seja o momento de identificar o que causa a sua ansiedade, pois a sua equipe poderá sofrer no futuro as consequências deste sentimento. Lembre-se que, para gerir bem uma equipe, é necessário estar em harmonia com você mesmo. Comece a praticar exercícios físicos que te animam, treine a sua respiração, melhor sua alimentação e aproveite para identificar todos os gatilhos que despertam a ansiedade dentro de você.

(Acima de 10 marcações) MUITO ANSIOSO
Ok, é necessário avaliar a sua ansiedade! Se você continuar ignorando ela, você, seu time e até a própria corporação poderá sofrer consequências graves. É preciso identificar os gatilhos que despertam a sua ansiedade e trabalhá-los, para que você consiga ressignificar determinadas situações. Não negue o seu sentimento, abrace-o. Esta é a melhor maneira de melhorar!

É hora de gerir a sua ansiedade

Depois de entender quando ela surge, é preciso gerir a ansiedade. É preciso administrá-la diariamente para que você cresça como líder e para que seja mais produtivo.

Entenda quais situações você pode e qual não pode controlar. Entenda que nem tudo depende de você. Concentre-se na sua respiração, por exemplo, tente mudar o foco da atenção.

Tudo se resume a entender e a conhecer a si próprio.

Quando você conhece seus sentimentos, sem dúvida, consegue gerir cada um deles, de maneira eficaz.

E então, você identificou o seu nível de ansiedade? Tem vontade de trabalhar este ponto e virá-lo ao seu favor? Conheça o nosso curso Jornada Quarentena 4.0 Corporativa e leve a mudança para você e toda a sua equipe.

Aproveite e deixe nos comentários o que achou deste artigo.
A gente se vê na próxima semana, aqui no blog!

Portrait of surprised young successful business woman checking papers over white background.

A importância de quebrar crenças limitantes

Ao longo da vida, escutamos opiniões e julgamentos sobre nós mesmos que vão sendo fixados em nossa mente, transformando-se em crenças. Essas crenças, que tanto podem ser potencializadoras como limitantes, influenciam significamente em nossos comportamentos e em nossa vida.

Crenças possuem uma função similar aos processadores de computador. De que adianta ter uma “carcaça” boa, se o processador é ruim?

 

O que é?

As crenças são as ideias que consideramos como verdade absoluta. São a mistura de tudo aquilo que ouvimos e vivemos.

Muitas vezes essas ideias podem se tornar limitantes, atrapalhando a nossa vida, prejudicando a nossa saúde psicológica e nos impedindo de alcançar os objetivos desejados. Isso acontece principalmente quando a ideia é sobre nós mesmos e nossas capacidades.

Crenças determinam o nosso modo de agir, sentir e pensar. As reações que temos em determinadas situações, principalmente nas que exigem mudança, podem ser afetadas por essas crenças limitantes.

Geralmente, elas são como imãs: fortemente atraentes.

Você pensa, cria algo na sua mente, repete isso internamente e voilá, aparece. Isso serve para coisas ruins ou boas. Desta forma e com crenças distintas, pessoas diferentes podem agir de maneiras variadas sob a mesma situação de conflito interno ou externo.

 

Conheça os 3 tipos de crenças limitantes

Existem 3 tipos de crenças que formam o indivíduo durante toda a sua existência. As crenças hereditárias, as crenças sociais e as pessoais.

As crenças hereditárias são representadas por tudo aquilo que o indivíduo ouve dos pais e observa em seu sistema familiar. Se você já ouviu frases do tipo “Você não faz nada direito.” ou “Você deixa tudo pela metade.”, é provável que esse tipo de informação tenha se instalado na sua memória. Da mesma maneira acontece com situações que envolvem traição, brigas, excesso ou ausência de regras, injustiças, alimentação e etc.

Já as crenças sociais são aquelas populares impostas pela mídia ou pela sociedade. Alguns exemplos comuns são: “o mundo é perigoso”, “os ricos são mais felizes” e “você só será aceito se for magro”.

Enquanto isso, as crenças pessoais são aquelas criadas a partir de uma experiência vivida pela pessoa. Elas, geralmente, têm origem hereditária e acabam se tornando verdade, por serem validadas pela experiência pessoal. Por exemplo: se você foi mandado embora ou não passou no vestibular, pode desenvolver a crença de que não é capaz de realizar algo. Se terminaram um namoro com você, pode acreditar que nunca irão te amar.

 

Como lidar com as crenças no dia a dia?

Por mais que o desafio seja difícil para algumas pessoas, se faz necessário olhar para dentro de nós, a fim de encontrarmos a melhor forma de lidar com as crenças limitantes. À vista disso, separei algumas dicas que considero relevantes para essa missão.

 

Questione suas crenças

O maior problema de nossas crenças, é que não costumamos questioná-las. Por serem vistas como uma verdade, nunca paramos para pensar sobre o que elas realmente significam, se estão de acordo com a realidade ou nos prejudicando de alguma maneira.

 

Busque a origem

Devemos, além de questionar a veracidade de nossas crenças, analisá-las a fim de identificar quais são suas origens. Que episódio que aconteceu em sua vida que gerou tal pensamento. Apenas conhecendo a origem da ideia, conseguimos ressignificá-la e transformá-la em algo positivo.

Imagine que quando nascemos somos uma folha branca e que as nossas experiências vão preenchendo essa folha. Sentimentos aprendidos, experiências de vida, educação, ideias transmitidas por pais e professores, convívio social, tudo isso molda as nossas crenças. A partir do momento em que elas são armazenadas na mente, o indivíduo começa a olhar o mundo sob a ótica do que foi estimulado a olhar.

 

É possível mudar?

A resposta é sim! Qualquer pessoa pode curar e ressignificar crenças internas. É claro que, depois de tanto tempo de aprendizado e de todas as experiências, não é possível voltar a ser uma folha em branco, porém, é possível colorir o seu mundo com as cores que achar conveniente. Algumas dicas que podem ajudar são:

1. Trazendo para a luz da consciência quais são as crenças que o limitam;

2. Identificando a raiz da formação dessas crenças. A maioria delas são definidas em nosso HD interno até os 12 anos (não temos filtros);

3. Ficando de bem com elas, perdoando o passado e honrando nossa história. Os buracos na parede ficarão, mas posso mudar a forma de vê-los;

4. Reconhecendo que são apenas crenças e que podemos AGIR sobre elas, estabelecendo novos objetivos de vida. Nos tornando “senhor do nosso destino e capitão da nossa alma”. Nelson Mandela;

5. E sempre que as crenças tentarem nos sabotar já as conheceremos e negociaremos com elas, não permitindo que elas limitem nossa vida;

6. Registrando em nosso DH interno novas crenças POTENCIALIZADORAS/EMPODERADORAS através de novos comportamentos/atitudes;

7. E por fim, vigiando constantemente nosso comportamento.

Lembrem-se do CHA:
conhecimento + habilidade = atitude!

Só consigo mudar aquilo que conheço, que está na minha luz de consciência (CONHECIMENTO).
Após conhecer (tomar consciência) das crenças que me limitam, preciso treinar com afinco e de forma constante (HABILIDADE), até que se torne automático esse novo comportamento, colhendo novas ATITUDES, novas crenças potencializadoras.

 

Precisamos parar para analisar quais as crenças nos potencializam e nos limitam. Olhando para o passado podemos descobrir a origem de crenças limitantes para que possamos ressignificá-las.

Você sabe quais crenças te limitam? Bora descobrir? Preparei um questionário de identificação de crenças limitantes super especial para você. Acesse e descubra quais crenças te limitam.

 

Baixe agora mesmo o questionário para ajudar a identificar as suas crenças limitantes, gratuitamente.

 

Lembre-se, só consigo mudar quando tomo consciência do que me ferra.

Quando tenho o diagnóstico (descobrindo quais crenças me limitam) consigo ir em busca do tratamento eficaz. O que está no invisível e inconsciente apenas sentimos e repetimos. Quando trago para a consciência aí sim consigo curar.

Me diga aqui nos comentários se consegui te ajudar, vou adorar receber o seu feedback.

Espero você aqui na próxima semana! 😃

Aproveite para me acompanhar nas redes sociais e fique por dentro de todas as novidades e conteúdos que trago por aqui, em primeira mão.

 

Se adaptar às mudanças gera desconforto? Mas o que é conforto?

O momento atual é desafiador. Às vezes, temos a sensação de que tudo está perdido, o mundo está desmoronando e a situação nunca irá melhorar. É normal sentirmos medo, insegurança e ansiedade, mas desesperar-se não é a solução

 

Se adaptar às mudanças gera desconforto. É natural.

Toda mudança gera desconforto. Mesmo as mudanças mais positivas nos exigem algum nível de adaptação. Nos primeiros dias frequentando uma academia, por exemplo, sentimos dores pelo corpo. Quando vamos aprender algo novo, passamos por um período em que tudo sobre aquele assunto parece muito difícil, e aprender parece impossível.

Neste caso é preciso entender e reconhecer que não podemos resolver todos os problemas em todos os momentos, muitas situações fogem de nosso controle, e isso é normal.

Existem emoções que surgem de forma natural, ao entrarmos em um novo projeto ou tomarmos uma decisão emergencial, que nos insere em um cenário desconhecido, sendo elas: o medo, a ansiedade e a dúvida.

Porém, toda mudança exige que você também passe por esse estágio.

 

Retomando o controle

Um exercício que pode ser feito para evitar o desespero em situações difíceis é listar todos os problemas e incômodos, buscando ter uma boa visão de tudo o que está acontecendo.

Com a lista pronta, devemos analisar cada item, verificando o que pode ser feito para melhorar a situação. Você irá notar que nem tudo é sua responsabilidade, e que há coisas que você simplesmente não pode mudar.

Faça um teste: experimente listar pendências que você teria que resolver e anote tudo o que não depende de você, para que haja uma “sequência”. Depois de listar, perceba quantas coisas podem estar freando o seu desenvolvimento ou a resolução dos seus “problemas”, e que, na realidade, fogem do seu controle.

É preciso entender quando se deve controlar e quando é necessário equilibrar.

 

Você não precisa resolver tudo

Algumas coisas simplesmente não tem solução. É necessário reconhecer esses pontos dos quais não podemos resolver, visando aceitá-los como são.

Ocupar nossas mentes com algo do qual não temos nenhum poder, apenas nos causa mais estresse. Tenho certeza que, se você parar por um momento para lembrar situações que se estressou ou ficou ansioso e que não dependiam de você, conseguirá preencher todos os dedos da mão.

Por vezes, isso pode ser uma característica sua e é preciso entendê-la, para usá-la ao seu favor. Ter essa vontade de resolver tudo, de buscar solução para as coisas e de “controlar” os acontecimentos pode sobrecarregar você. É preciso ceder.

 

É preciso entender o seu limite e reconhecer a sua vulnerabilidade.

Muitas pessoas têm medo dela. Acreditam que precisam ter o controle da situação em todos os momentos. Que precisam resolver absolutamente tudo. E quando não possuem esse controle, entram em desespero pensando que tudo está perdido.

Reconheça o que não há solução, aceite e desapegue. Use o seu tempo e esforço para resolver o que realmente pode ser solucionado por você.

Antes de finalizar, o convido a assistir uma palestra super bacana da Brene Brown que aconteceu no TEDxHoustoun, aprofundando o tema vulnerabilidade.

Depois me conta nos comentários o que achou? Até a próxima semana!